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Paes escolhe tucano para Casa Civil e coordenar transição no Rio

RIO - O prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), escolheu ontem o primeiro nome do seu secretariado. O deputado estadual Pedro Paulo Carvalho vai ocupar a Casa Civil e será o coordenador do grupo de transição do governo municipal.

Valor Online |

Melhor amigo de Paes, Pedro Paulo Carvalho, 34 anos, é do PSDB, partido que apoiou o candidato derrotado no segundo turno, Fernando Gabeira (PV).

Pedro Paulo quase saiu do partido no ano passado na época em que Paes migrou para o PMDB, ao aceitar sair candidato pela legenda a pedido do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). O deputado estadual, com formação em Economia, ficou no PSDB, mas acabou fazendo campanha para Paes. O futuro secretário anunciou que vai rever o orçamento municipal do ano que vem devido à crise financeira mundial. Para melhorar a gestão municipal, Paes disse que pretende cortar despesas e aumentar receitas sem subir impostos.

Segundo ele, os partidos aliados vão ter cargos na sua administração desde que tenham " competência, honestidade e capacidade de realização " , mas não citou outros nomes. Paes recebeu o apoio formal de todos os partidos da base aliada do governo Lula cujos candidatos foram derrotados no primeiro turno. Especula-se que a candidata derrotada do PCdoB, a médica Jandira Feghali, fique com alguma secretaria, possivelmente com a da Saúde, mas a sua assessoria não confirmou.

Já o senador do PRB e bispo licenciado da Igreja Universal Marcelo Crivella, derrotado em terceiro lugar no primeiro turno e que declarou apoiou Paes no segundo turno, gostaria que a próxima prefeitura desse continuidade às obras do projeto Cimento Social, no Morro da Providência, centro do Rio. As obras de reformas de casas estão paradas desde 24 de junho por determinação da Justiça Eleitoral devido ao uso do projeto como propaganda eleitoral de Crivella. Os recursos do Cimento Social foram repassados pelo Ministério das Cidades ao Ministério da Defesa e as obras foram interrompidas logo depois que militares do Exército que faziam suposta segurança das obras se envolveram na morte de três jovens do morro. Paes ainda terá que acomodar em seu governo PT, PP, PTB e PDT, partidos que fecharam alianças.

O futuro prefeito do Rio tem reunião hoje para tratar da transição municipal com o prefeito Cesar Maia (DEM), um ex-aliado e hoje um desafeto político. Paes acredita que não terá dificuldades com Maia no processo. Amanhã, tem audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ontem, Paes disse que espera abrir 15 Unidades de Pronto-Atendimento (Upas) no primeiro ano de gestão. As Upas são postos de saúde copiados do modelo do governo estadual e a instalação de 40 delas foi a principal proposta de campanha do futuro prefeito do Rio.

(Ana Paula Grabois | Valor Econômico)

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