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Pacote para resgatar setor financeiro por ir à votação hoje nos EUA

SÃO PAULO - Os legisladores nos Estados Unidos podem votar nesta segunda-feira o plano de resgate de US$ 700 bilhões para o abalado sistema financeiro depois de dias de intensas discussões sobre os termos do pacote. O projeto, liberado ontem e endossado pelo presidente americano George W.

Valor Online |

Bush, é baseado na solicitação do secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, por autoridade para comprar ativos ruins de instituições financeiros a fim de os bancos retomarem os empréstimos e possibilitar que os mercados de crédito, agora quase paralisados, voltem a operar normalmente.

O texto contempla que Paulson pode adquirir ativos ao menor preço que a secretaria determine ser consistente com os propósitos estabelecidos e diz que os mecanismos para as compras devem ser usados "quando apropriado".

Os US$ 700 bilhões para adquirir títulos associados a hipotecas e outros papéis serão desembolsados em parte, a começar com US$ 250 bilhões, disponíveis após a aprovação do projeto, seguindo US$ 100 bilhões, com o cumprimento de uma formalidade prevista no plano. Os US$ 350 bilhões restantes podem ser solicitados pelo Tesouro a qualquer hora, mas o Congresso terá de aceitar ou não as explicações do Tesouro sobre como executará o programa.

A versão final do projeto inclui uma proposta para recuperar eventuais perdas - se o programa do Tesouro de compra e revenda de títulos lastreados em hipotecas com problemas causar perda de dinheiro após cinco anos, o presidente deve submeter ao Congresso um plano para recuperar esses prejuízos..

Muitos políticos, tanto democratas como republicanos, estão preocupados com o potencial custo para os contribuintes e colocaram várias condições e restrições para protegê-los de qualquer risco. A proposta, de mais de 100 páginas, pode ir à votação na Câmara ainda hoje. No Senado, deve ser votada na quarta-feira.

Em comunicado ontem à noite, Bush avaliou que a votação como difícil, mas se disse confiante de que o Congresso "fará o que é melhor para a economia ao aprovar a legislação de imediato". O plano, segundo o presidente, "envia um forte sinal aos mercados no mundo que os Estados Unidos são sérios quanto a restaurar a confiança e a estabilidade do sistema financeiro". "Sem esse pacote de resgate, os custos para a economia americana poderiam ser desastrosos", destacou.

A porta-voz da Câmara americana, Nancy Pelosi, disse que as emendas acrescidas pelo Congresso, que inclui uma restrição aos pacotes de benefícios para executivos das companhias que se beneficiarão do plano, protegerão os contribuintes. "Enviamos uma mensagem a Wall Street - a festa acabou", declarou ontem.

Ela acrescentou, contudo, que as pessoas têm de saber que o plano não é um socorro de Wall Street e sim uma maneira de ajudar a economia.

(Juliana Cardoso | Valor Online, com agências internacionais)

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