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RIO DE JANEIRO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que nos próximos dez dias o governo deve anunciar um pacote habitacional que prevê a construção de 500 mil novas moradias, além das que serão financiadas com recursos da Caixa Econômica Federal (CEF). De acordo com Lula, o programa faz parte de um esforço conjunto entre os ministérios das Cidades, da Fazenda e da Casa Civil.

Durante um discurso de inauguração das obras na Escola Luiz Carlos da Vila, em Manguinhos (zona norte), no Rio, o presidente disse que o plano habitacional é uma forma de combater a crise financeira, pois deve gerar empregos. "Temos que gerar empregos, vamos tentar mostrar aos países ricos que sempre ditaram o que a gente tinha que fazer: agora façam o que estamos fazendo", afirmou.

Nesse esforço para criar novas unidades habitacionais, Lula afirmou que o governo pretende utilizar prédios do INSS que não estão ocupados, mas que mantêm boas condições de uso, como moradia para a população carente. Como exemplo, ele citou um prédio em São Paulo, localizado na Av. Nove de Julho, que o governo pretende oferecer para a população carente. O presidente reclamou, porém, que os moradores da região fizeram um abaixo-assinado contra o projeto.

Plano de Aceleração do Crescimento

Acompanhando o presidente Lula, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das críticas que tem recebido. "Tem gente que diz que o PAC é fruto de marketing, que só existe no papel. Estamos aqui pegando o PAC com as mãos", disse a ministra ao discursar na cerimônia de inauguração do primeiro projeto de urbanização da favela a ficar pronto.

O centro de ensino foi instalado em um antigo edifício do Exército, que foi reformado e ganhou um anexo e uma rampa. No mesmo terreno, ainda há um grande canteiro de obras, no qual será construído um complexo esportivo com piscinas e 1.700 unidades habitacionais.

O PAC em Manguinhos ainda prevê a elevação de uma linha férrea que divide a favela e a criação de um parque, além de unidades hospitalares e a dragagem de rios. A ministra disse aos moradores que todas as obras serão concluídas até abril de 2010.

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