SÃO PAULO - O pacote de ajuda financeira à Europa e sua moeda no valor de 750 bilhões de euros, anunciado pelos países da União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), deixou os investidores mais tranquilos para assumir riscos nos mercados. Naturalmente, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanha o ambiente otimista generalizado e opera em forte alta. Próximo de 12h45, o Ibovespa disparava 4,16%, aos 65.489 pontos, com giro financeiro de R$ 3,236 bilhões.

SÃO PAULO - O pacote de ajuda financeira à Europa e sua moeda no valor de 750 bilhões de euros, anunciado pelos países da União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), deixou os investidores mais tranquilos para assumir riscos nos mercados. Naturalmente, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanha o ambiente otimista generalizado e opera em forte alta. Próximo de 12h45, o Ibovespa disparava 4,16%, aos 65.489 pontos, com giro financeiro de R$ 3,236 bilhões. Na máxima do dia, o índice marcou 66.083 pontos. Em Wall Street, os mercados buscam uma recuperação, após quatro pregões negativos. Há instantes, o índice Dow Jones subia 4,07%, enquanto o S & P 500 ganhava 4,37% e o Nasdaq tinha ganhos de 4,47%. O sócio da Beta Advisors, Rodrigo Menon, avalia que o socorro financeiro europeu deve acabar com o "pânico" dos mercados no curto e no médio prazo, mas que ainda restam incertezas. "Temos uma sinalização de que não deverá mais ter um risco soberano e um contágio nas economias. A grande questão que temos que avaliar, passado este susto, é a análise da economia real de agora em diante. Se vamos voltar a olhar os dados econômicos na Europa, dos EUA e da China e avaliar os mercados em função disso, e não com o ambiente de pânico", comentou. Segundo Menon, há ainda uma insegurança em relação ao custo do pacote na economia real. "No curto e médio prazo, o alívio de não termos uma quebra, um risco soberano de contágio, leva a uma aptidão maior a risco, mas não significa que a trajetória para a bolsa é altista até o fim do ano. O pânico passou, mas as incertezas continuam em relação à economia mundial", afirmou. Apesar de a situação europeia ainda prometer desdobramentos, os investidores aproveitam o dia para comprar. No Brasil, enquanto as ações PNA da Vale subiam, há pouco, 5,05%, para R$ 45,33, com giro de R$ 628,6 milhões, os papéis PN da Petrobras avançavam 2,52%, a R$ 30,50, com volume de R$ 380,3 milhões. A lista de valorizações do Ibovespa era liderada pelos papéis ON da OGX Petróleo, com valorização de 9,05%, a R$ 16,74, MRV ON, com apreciação de 8,37%, a R$ 11,52, e por Fibria ON, aumento de 7,42%, a R$ 33,29. As únicas baixas do índice partiam de ações do setor de telecomunicações. Há instantes, enquanto as ações Telesp PN caíam 0,41%, para R$ 33,858, os papéis PN da Brasil Telecom recuavam 0,28%, a R$ 10,64. Ainda no mercado brasileiro, o investidor estrangeiro diminuiu a posição na Bovespa pelo 12º dia seguido. No período, foram retirados R$ 2,523 bilhões do mercado brasileiro, o que explica uma parte da queda de 8,22% do Ibovespa no intervalo. Apenas no dia 6 de maio, o saldo de atuação do não residente ficou negativo em R$ 237,2 milhões na bolsa brasileira. No acumulado do mês, as vendas do estrangeiro superavam suas compras em R$ 1,130 bilhão. No ano, o resultado da atuação do investidor internacional na bolsa brasileira está negativo em R$ 2,412 bilhões. (Beatriz Cutait | Valor)

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