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Pacote é rejeitado e bolsas desabam

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos rejeitou ontem, por 228 votos a 205, o pacote de socorro do governo Bush para o sistema financeiro, no valor de US$ 700 bilhões. O resultado levou pânico às bolsas de todo o mundo, a começar por Nova York, onde o Índice Dow Jones teve a maior queda da história em termos de pontuação (777 pontos).

Agência Estado |

Em termos porcentuais, o recuo foi de 6,98%.

Nos países ricos, principalmente da Europa, as bolsas tiveram o pior dia desde 1970. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) caiu 9,36%, mas chegou a despencar mais de 10%, provocando a suspensão do pregão por meia hora, o que não ocorria desde 14 de janeiro de 1999, um dia depois da desvalorização do real.

As bolsas asiáticas abriram a manhã de hoje seguindo a tendência negativa do Ocidente. Os mercados de Tóquio e Seul perdiam mais de 5% logo na abertura dos pregões. Menos de um terço dos congressistas republicanos, 65, votou a favor da lei, um grande golpe contra o presidente George W. Bush, que se declarou "muito decepcionado" com o resultado.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, disse que é preciso "aprovar alguma coisa que funcione o mais rápido possível". Líderes do Congresso pretendem votar uma versão modificada da lei ainda esta semana, mas não há garantias de que conseguirão angariar o apoio necessário.

A rejeição do pacote americano mudou o tom das declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a crise. Pela manhã, no programa de rádio "Café com o Presidente", ele alertava: "É importante que o povo brasileiro saiba que uma recessão num país como os Estados Unidos pode trazer problemas a todos os países."

Após o rejeição do pacote pela Câmara, o presidente voltou a falar em confiança na economia do País, mas ressaltou que há problemas sérios e deixou claro que a solução está com os EUA. "Penso que a responsabilidade que os americanos têm diante do mundo vai obrigá-los a tomar uma posição. Ou eles assumem a responsabilidade de cobrir o rombo que eles permitiram que fosse criado ou vão criar uma crise muito séria no mundo inteiro."

Embora ainda tenham esperança na aprovação de algum plano de resgate, os analistas no Brasil já traçam cenários para a pior hipótese - de que o Tesouro e o Federal Reserve enfrentem a pior crise financeira desde a Grande Depressão.

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