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Pacote dos EUA a montadoras é #145;protecionista #146;

Países emergentes consideraram ontem que o pacote americano de ajuda à indústria automobilística marca o fim do livre comércio e deve iniciar nova onda de protecionismo mundial no setor. Diante da recessão, o foco dos governos é garantir proteção aos seus trabalhadores e às suas empresas, disse o secretário de Comércio da África do Sul, Rob Davies.

Agência Estado |

"Como é que vamos abrir nosso mercado em um setor que, num país rico, está recebendo bilhões de dólares em ajuda?"

Há poucos dias, o governo da Argentina enviou carta aos 150 países da Organização Mundial do Comércio (OMC) para dizer que não vai abrir seu mercado no momento em que um setor inteiro nos EUA está recebendo amplo apoio do governo, abrindo uma concorrência desleal nos mercados internacionais.

Na China, que acaba de ter a pior taxa de exportação em mais de sete anos, o temor é de que a recessão nos países ricos leve muitas exportadoras à falência. Pequim, segundo o Banco Mundial, precisa crescer 5% ao ano apenas para manter empregada sua população urbana, cada vez maior diante do êxodo rural.

O problema, segundo diplomatas mexicanos e chilenos consultados pelo Estado, é que subsídios a um setor industrial são proibidos pelas leis internacionais. A própria China foi levada há dois anos aos tribunais internacionais por ajudar as montadoras instaladas no país. A ação judicial foi iniciada pelos EUA, que temiam perder cada vez mais espaço para os carros produzidos na China. Agora, são os americanos que adotam o pacote de ajuda e alegam que precisam proteger suas indústrias.

Na reunião de cúpula do G-20, há um mês, os líderes se comprometeram a não adotar medidas protecionistas por 12 meses, como forma de incentivar a economia mundial. Porém, o governo americano já usa a crise para se proteger. Há dois dias, a representante de Comércio da Casa Branca, Susan Schwab, anunciou a chineses e indianos que um acordo comercial para os próximos anos deveria conter uma nova lei: nenhum governo poderia questionar legalmente os subsídios de Washington a seus produtores agrícolas.

Mas em 2009 quem mais sofrerá com a recessão serão os exportadores latino-americanos. Dados obtidos pelo Estado apontam que o continente teria uma redução de 3,9% no volume das exportações, em grande parte por causa da queda no mercado das commodities.

A tensão em relação a medidas protecionistas passou a fazer parte da agenda entre Mercosul e Europa. O Estado obteve informações de que a União Européia enviou uma carta aos governos de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, apelando para que "tentações protecionistas" não fossem concretizadas pelo Mercosul.

Enquanto isso, a OMC não consegue chegar a um acordo sobre a liberalização e hoje a entidade pode anunciar que abandona os trabalhos. O fracasso também seria a primeira frustração em relação ao mandato dado pelo G-20 para reformar o sistema econômico mundial.

Americanos insistem que devem ter a abertura dos mercados emergentes para aceitar um acordo. Índia, China e Brasil rejeitam zerar suas tarifas para itens como produtos químicos, máquinas, equipamentos e, claro, para o setor automobilístico dos países ricos.

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