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Pacote de medidas do governo deve sair em dezembro, diz presidente da CNI

BRASÍLIA - O presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) Armando Monteiro afirmou nesta quinta-feira que o governo federal deverá anunciar ainda em dezembro um pacote de medidas para tentar amenizar os efeitos da crise financeira internacional no Brasil.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

 

Havia uma expectativa dos empresários de que as medidas fossem anunciadas ainda hoje, durante reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As medidas vão surgir, mas ainda estão sendo cuidadosamente examinadas. O governo releva a sua disposição de anunciar ainda este mês um pacote de medidas e possivelmente nos próximos dias. Elas combinarão medidas na área tributária e, evidentemente, na área do crédito. Estamos na expectativa delas, o importante é que venham na direção correta, disse Monteiro.

Segundo o presidente da CNI, durante a reunião, o governo deixou clara a importância de todo o setor privado e setor público priorizar uma agenda de investimentos para o País. Neste momento, preservar o investimento é o mais importante. Isso envolve medidas de desoneração tributária e uma disposição das empresas de preservar os programas de investimento levando em conta que preservar investimentos no País é uma aposta muito boa, disse.

Entre as medidas que deverão ser anunciadas está a reformulação da tabela do Imposto de Renda sobre pessoas físicas, que tem como objetivo aumentar o número de alíquotas para poder promover um alívio para aqueles que ganham menos. Outra medida seria a redução na cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que recai sobre os empréstimos, o que poderia resultar em uma redução das taxas de juros cobradas pelos bancos. Há ainda uma possibilidade de redução das alíquotas e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que incide sobre os preços dos automóveis.

Ainda na reunião, foram discutidos as dificuldades de crédito e os problemas de liquidez, especialmente com um olhar sobre as pequenas e médias empresas. Há uma firme disposição de oferecer a este seguimento uma assistência maior de crédito que é fundamental para sustentar em todas as cadeias produtivas a manutenção do emprego que é o ponto principal, afirmou Monteito.

Demissões

Durante a reunião, Lula pediu aos 31 empresários que participavam do encontro que evitem fazer corte de pessoas a fim de minimizar os efeitos da crise. O presidente da TAM, David Barioni Neto, já garantiu que não haverá demissões na empresa. Segundo ele, neste momento de crise o importante é focar no investimento.

Já o presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, afirmou que é preciso manter otimismo em relação à economia, mas alertou que a crise é forte, intensa e que ninguém sabe sua extensão. Não há como prever nada. Há possibilidade de demissão no setor siderúrgico, completou.

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