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Pacote de ajuda a montadoras pode ter até US$ 40 bilhões

O governo americano está decidido a ajudar as montadoras do país em crise, com um pacote de US$ 10 bilhões a US$ 40 bilhões, segundo relatos da imprensa americana. Em sua viagem ao Iraque, o presidente George W.

Agência Estado |

Bush assegurou aos jornalistas a bordo do Air Force One que a Casa Branca não pretende assistir impassível ao colapso das grandes empresas automobilísticas de Detroit, especialmente da General Motors e da Chrysler, que estão em situação financeira gravíssima.

"Todos os sinais vindos da Casa Branca é de que eles sabem que a falência não é opção", disse ontem a deputada democrata Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes. O Departamento do Tesouro está estudando o balanço das montadoras e todas as opções de apoio financeiro. Há preocupação do governo em não se tornar refém do mercado - isto é, ser obrigado a antecipar a solução ou gerar notícias positivas sobre o assunto a cada dia, para evitar que ações e bônus das empresas caiam ainda mais.

A determinação do governo Bush de apoiar as montadoras vem depois que o Senado, empurrado pelos republicanos, bloqueou na sexta-feira um pacote de US$ 14 bilhões já aprovado pela Câmara. Agora, diversas decisões e dilemas importantes terão de ser enfrentados pela Casa Branca, para evitar o colapso das montadoras. O primeiro deles é até que ponto as exigências do pacote que foi ao Congresso serão mantidas, ou até ampliadas. Pelo projeto, as montadoras teriam de apresentar planos de reestruturação, e um "czar dos carros", nomeado pela Casa Branca, teria poderes de forçar as empresas a cumprir as promessas, podendo levá-las à concordata, caso falhassem.

Havia também provisões para proteger o contribuinte, como a concessão de ações preferenciais ao governo e a proibição de distribuição de dividendos pelas montadoras enquanto não quitassem os empréstimos de emergência recebidos. Outras medidas eram limites para ganhos de executivos e até a proibição de uso de jatinhos.

Os senadores republicanos, porém, exigem mais, e querem que os trabalhadores concordem com um cronograma de convergência dos salários e benefícios ao nível do que recebem operários não sindicalizados das montadoras japonesas e européias nos EUA. Decidir quais condições serão exigidas em troca do apoio às montadoras poderá ser tão complicado para o governo Bush quanto equacionar o pacote que, em princípio, deve contar com recursos do programa de saneamento do sistema financeiro de US$ 700 bilhões, o chamado Tarp (da sigla em inglês para Programa de Alívio para Ativos Problemáticos).

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