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Berlim, 17 dez (EFE).- As medidas contra a crise aprovadas na Alemanha podem custar nos próximos quatro anos até 200 bilhões de euros aos cofres públicos do país, afirmaram hoje analistas financeiros da coalizão governamental.

Estes 200 bilhões de euros não contemplam o segundo pacote de medidas para a reativação econômica adicionais no valor de "vários bilhões de euros", que se destinarão fundamentalmente a financiar projetos de infra-estrutura, que foram anunciados ontem, mas não começarão antes de janeiro.

O endividamento adicional que como efeito colateral dos programas de investimento e de desoneração fiscal para amortecer os efeitos da crise alcançará níveis recorde segundo os analistas, que prevêem até 40 bilhões de euros só em 2009.

Tanto os social-democratas (SPD) quanto os conservadores (CDU) prevêem que já será necessária uma revisão dos orçamentos em 2009, ano eleitoral.

O ministro das Finanças, Peer Steinbrück, calculou o novo endividamento para 2009 em 18,5 bilhões de euros, sob a premissa de um crescimento econômico de apenas 0,2%. Alguns economistas, no entanto, prevêem uma recessão de 2%.

Em novembro, o Governo aprovou um primeiro conjunto de medidas, cujo volume total chega a 32 bilhões de euros, mas no qual estão incluídos os 20 bilhões de euros que fazem parte um programa de medidas aprovado em outubro, dirigido basicamente a melhorar as ajudas às famílias e a reduzir as cotações ao seguro-desemprego.

Segundo explicaram hoje os analistas, este primeiro pacote de reativação econômica custará 81,6 bilhões de euros até 2012 aos distintos cofres do estado, tanto os federais quantos os regionais e municipais, mas sem incluir o retrocesso na receita fiscal e na previdência social.

A dívida de 200 bilhões de euros pode acontecer até 2012, segundo os analistas, justamente no caso de 2009 ter recessão de 2%, como alguns prevêem. EFE umj/jp

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