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Pacote a montadoras dos EUA passa na Câmara, vai ao Senado

Por John Crawley e Thomas Ferraro WASHINGTON (Reuters) - Um plano de ajuda às três grandes montadoras dos Estados Unidos foi aprovado pela Câmara dos Deputados do país, mas no Senado a perspectiva de aprovação é negativa depois que apoiadores da proposta enfrentam grande dificuldade para aprová-la.

Reuters |

"Vai ser difícil, mas não perdemos a esperança", disse um assessor democrata sobre o plano que fornecerá 14 bilhões de dólares em empréstimos para evitar um possível colapso de uma ou mais montadoras de veículos.

A proposta, negociada por democratas com a administração do presidente norte-americano, George W. Bush, foi aprovada na Câmara por 237 votos favoráveis contra 170 contrários. Mas no Senado o plano pode não contar com os 60 votos necessários para seguir adiante.

Simpatizantes do plano afirmam que ele é necessário para ajudar a evitar o colapso de uma ou mais montadoras e outro abalo na economia norte-americana, que já está em recessão.

"Isso seria um grande desastre para nós aceitarmos", disse o democrata John Dingell, aliado de General Motors, Ford e Chrysler.

A Casa Branca endossou publicamente o plano esperando ganhar simpatia de republicanos céticos quanto a sua eficácia.

Os democratas temem que se o governo cruzar os braços isso poderia gerar um colapso da indústria que consumiria centenas de milhares de empregos em uma economia em que o desemprego cresce rapidamente.

Mas no Senado os democratas terão dificuldade para encontrar os 60 votos necessários para que a proposta supere obstáculos regimentais. Sem o apoio de uma dúzia ou mais de republicanos, o plano será rejeitado, afirmou um assessor democrata.

"O críticos têm sido muito contundentes. A questão é encontrar onde estão os que apóiam as três grandes montadoras", disse outro assessor democrata.

A Câmara e o Senado precisam aprovar a proposta da mesma forma para que Bush possa sancioná-la. Como está agora, o plano no Senado é ligeiramente diferente do texto aprovado na Câmara com relação a padrões de combustível.

As três montadoras empregam diretamente 250 mil pessoas e outras 100 mil empregos são indiretos. A indústria afirma que é responsável por 10 por cento dos empregos norte-americanos.

Os mercados de crédito também torcem pela aprovação da ajuda. A falência ou colapso de uma das três empresas de Detroit ameaçaria bilhões de dólares em instrumentos financeiros, afirmam analistas de mercado.

A GM e a Chrysler precisam de bilhões de dólares até o fim do mês para sobreviverem e a Ford busca uma linha de crédito que poderá ser acessada se suas finanças ficarem pior que o esperado em 2009.

Os democratas estão propondo empréstimos-ponte usando recursos que seriam usados para ajudar as montadoras a reequiparem fábricas e produzirem veículos com consumo mais eficiente. Em troca, as companhias darão ao governo uma participação acionária equivalente a 20 por cento do que pegarem emprestado.

Os empréstimos são destinados a financiar as empresas até 31 de março, depois disso, novas ajudas dependeriam da qualidade dos planos de reestruturação que têm que provar a viabilidade das empresas.

Um fiscal indicado pelo governo vai acompanhar as condições dos empréstimos e julgar os planos de reestruturação, incluindo a concessões feitas por trabalhadores, administração das empresas, detentores de títulos entre outros participantes do setor.

Esse fiscal pode recomendar a falência se considerar que os planos de reestruturação das empresas for inadequado.

(Reportagem adicional de Matt Spetalnick, Rachelle Younglai, Donna Smith e Richard Cowan)

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