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SÃO PAULO, 7 de abril (Reuters) - Os investimentos previstos na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), lançado em 29 de março, devem resultar em 137,2 bilhões de reais por ano voltados à construção civil de 2011 a 2014.

Os dados fazem parte de um estudo elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a pedido da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), apresentado na noite de terça-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

SÃO PAULO, 7 de abril (Reuters) - Os investimentos previstos na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), lançado em 29 de março, devem resultar em 137,2 bilhões de reais por ano voltados à construção civil de 2011 a 2014.

Os dados fazem parte de um estudo elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a pedido da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), apresentado na noite de terça-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Do montante a ser investido a cada ano, 69,5 bilhões de reais serão provenientes da segunda etapa do programa "Minha Casa, Minha Vida", que prevê a contratação de 2 milhões de moradias até 2014.

A FGV apontou também que os investimentos previstos para o setor devem gerar 2,83 milhões de empregos por ano e uma renda adicional de 124 bilhões de reais na economia do país, sendo 74 bilhões de reais na construção civil e 50 bilhões nos demais setores.

Se considerado apenas o programa habitacional, devem ser criados 1,4 milhão de empregos, dos quais 984 mil no próprio setor de construção civil.

"Dentro do PAC 2, o programa habitacional responde por 51 por cento do total de postos de trabalho e por apenas 29 por cento do total de investimentos entre 2011 e 2014", afirmou a FGV, em relatório.

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

Com base nos resultados da pesquisa, o presidente da Abramat, Melvyn Fox, defende a necessidade da manutenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para materiais de construção.

"A continuidade da desoneração do IPI para materiais é um ingrediente fundamental da atual fórmula do crescimento baseado na construção civil. Um aumento de tributação nesse contexto significaria a oneração dos investimentos, com efeitos negativos na economia", disse, em nota.

Segundo o levantamento da FGV, a redução do IPI dos materiais, em um período de 24 meses a partir de 1o de julho, levaria a um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 1,34 por cento, do emprego em 1,27 por cento e da arrecadação em 1,3 por cento, além de reduzir a inflação em 0,04 por cento e o déficit habitacional em 0,41 por cento.

"Em 2009, as desonerações tiveram um papel decisivo na política anticíclica colocada em prática no país, possibilitando que a indústria de materiais não tivesse uma queda ainda mais forte em sua demanda", acrescenta a FGV no levantamento.

(Por Vivian Pereira)

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