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Genebra, 21 jul (EFE).- A ONG Oxfam defendeu hoje não concluir a Rodada de Doha, já que considera que as atuais negociações não contemplam os interesses dos países pobres e mantêm os privilégios dos ricos.

"Um bom acordo seria aquele em que se cortassem os distorcedores subsídios, que permitisse posições flexíveis aos países pobres para promover sua segurança alimentar e o desenvolvimento rural", afirmou o diretor-executivo da Oxfam, Jeremy Hobbs, em comunicado distribuído hoje em Genebra.

"Por outro lado, o que vemos são propostas que afiançam as vantagens dos países ricos e aumentam as vulnerabilidades dos países pobres. Até que isso mude, não há nenhuma boa razão para assinar", acrescentou Hobbs.

Hoje, começou formalmente em Genebra uma reunião entre 35 países-chave dos 153 Estados-membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) para tentar destravar as negociações da Rodada de Doha, que começaram em 2001.

"Manter-se só com as tarifas baixas não resolverá a crise atual e exporá os agricultores pobres a mais 'choques', especialmente se os Estados Unidos e a União Européia fizerem só reformas cosméticas a seus injustos subsídios", disse o responsável da Oxfam.

"Os altos preços parecem uma oportunidade para a reforma, mas, por enquanto, parece que essa oportunidade será desperdiçada", disse.

Diante desta reunião, "a Oxfam faz uma chamada para um claro e transparente processo, que inclua todos os membros e que dê a cada um uma oportunidade formal para responder a todas as propostas". EFE mh/an