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Outras medidas contra crise terão de ser tomadas, diz Serra

SÃO PAULO - O governador José Serra não assume a palavra recessão, mas concorda com a hipótese de retração neste e no próximo trimestre. Mas não sei o tamanho, ressalvou, lembrando que a desaceleração já é evidente em alguns setores como o automotivo, onde há franca queda nas vendas de veículos.

Valor Online |

O governo não faz projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de São Paulo, pois Serra considera mais "realista" acompanhar as projeções para o país. Ele também sinaliza que a crise exigirá trabalho constante nos próximos meses, com medidas a serem decididas conforme o andamento da economia.

Segundo ele, as ações anunciadas hoje pelo governo, que incluem renúncia fiscal de R$ 350 milhões para micro e pequenas empresas, prorrogação de prazo para o pagamento de ICMS e linha de financiamento para alguns setores, não serão as únicas iniciativas para driblar os efeitos da crise. "Não é a primeira nem a última vez que adotaremos medidas contra a crise", disse.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, também espera que as medidas de desoneração tributária não parem por aí. Presente durante o anúncio das medidas hoje, na Secretaria da Fazenda, Skaf afirmou que as iniciativas são "boas e positivas", mas que dado o momento especial, será preciso ter "todo o apoio" possível.

Skaf diz que pretende se reunir novamente com o governo paulista "já nas próximas semanas", em busca medidas adicionais como redução efetiva de ICMS, e não só de prorrogações de pagamento do tributo. O dirigente diz que também pretende reivindicar que o prazo de 60 para recolhimento do ICMS seja concedido não só a alguns segmentos que recolhem pelo sistema de substituição tributária, mas a todas as indústrias que atuam no estado.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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