O ouro registrou ontem a maior alta da história em termos de dólares no mercado internacional. A onça-troy do metal (31,1 gramas) subiu US$ 90, o equivalente a quase 11% em relação ao dia anterior.

Acordo Ortográfico "Isso é sintoma de um enorme stress financeiro", disse o economista Thomas Stolper, do Goldman Sachs.

Com a desvalorização de 6,74%,ontem, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) chegou ontem à menor pontuação desde o início de abril do ano passado (com 45.908 pontos). Em 2008, o indicador acumula baixa de 28,14%.

Na contramão da maioria dos analistas, o economista-chefe da Bradesco Corretora, Dalton Gardiman, rechaça os clichês usados com freqüência em momentos como o atual. "Não concordamos com expressões como caça às barganhas e o mercado está barato", avisa.

Segundo ele, a tensão no mercado global é tamanha que é impossível enxergar, neste momento, o fundo do poço para as cotações (das ações). "O que tem por trás (da crise) é colossal", afirma. "Ainda não é sensato falar em mercado barato."

Os reflexos da turbulência externa já são percebidos no comportamento do investidor brasileiro. Os fundos de investimento registraram saldo negativo de R$ 5,94 bilhões entre aplicações e resgates na primeira quinzena de setembro, segundo o site Fortuna.

Trata-se da pior primeira quinzena do ano para o segmento. Os números ainda não refletem os saques feitos segunda-feira. No período, a categoria de fundos em que os saques mais superaram os depósitos é a de multimercados. Lideram o ranking de captação os fundos do poder público - direcionadas para entidades vinculadas à União, a Estados e municípios.

Os fundos de investimentos no exterior e os cambiais são os que apresentaram melhor retorno, com 10,52% e 10,49%, respectivamente.

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