A deterioração do cenário internacional levou o ouro ao topo do ranking dos investimentos em setembro - um dos piores meses do mercado financeiro nos últimos anos. Com medo da dimensão da crise americana e os impactos na economia real, os investidores correram para a aplicação considerada mais segura em momentos de turbulência, como o atual.

A forte demanda, aliada à alta do dólar no mercado doméstico, fez o ouro subir 22,5% no mês e superar com folga as demais aplicações. É a maior alta mensal do metal desde janeiro de 1999, quando o Brasil passou por uma dura crise cambial. O dólar comercial e o paralelo também tiveram forte alta em setembro, de 16,47% e 13,26%, respectivamente.

Na contramão, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) teve o pior desempenho desde abril de 2004 e ficou na lanterninha do ranking de investimentos, com queda de 11,03% no mês.

Em setembro a caderneta de poupança rendeu 0,70%, acima dos ganhos dos fundos referenciados ao Depósito Interfinanceiro (DI) de 0,55%. Os fundos de renda fixa tiveram valorização de apenas 0,64% porque foram influenciados pela volatilidade do mercado futuro de juros por causa da crise. Os Certificado de Depósito Bancário (CDBs) tiveram 0,81% de ganho em setembro e têm sido indicados pelos bancos para passar esse momento de turbulência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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