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Ouro lidera aplicações e sobe 22,5%

A deterioração do cenário internacional elevou o ouro ao topo do ranking dos investimentos em setembro - um dos piores meses do mercado financeiro nos últimos anos. Com medo da dimensão da crise americana e os impactos na economia real, os investidores correram para a aplicação considerada mais segura em momentos de turbulência como o atual.

Agência Estado |

A forte demanda, aliada à alta do dólar no mercado doméstico, fez o ouro subir 22,5% no mês e superar com folga as demais aplicações. É a maior alta mensal do metal desde janeiro de 1999, quando o Brasil passou por uma dura crise cambial. O dólar comercial e o paralelo também tiveram forte alta em setembro, de 16,47% e 13,26%, respectivamente.

Na contramão, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) teve o pior desempenho desde abril de 2004 e ficou na lanterninha do ranking de investimentos, com queda de 11,03% no mês. "Esse é um movimento típico de estouro de bolha - bolha nas commodities, petróleo, setor imobiliário americano e bolsas globais", avalia o administrador de investimentos, Fabio Colombo.

Na avaliação dele, todas as atenções agora estarão voltadas para a aprovação, ou não, do plano do governo americano para salvar o sistema financeiro do país. Mas, mesmo que seja aprovado, ficará a dúvida se será suficiente para restabelecer a confiança dos consumidores. "Além disso, prosseguirão as especulações sobre a repercussão dessa crise nas demais economias do mundo e se haverá uma desaceleração mais forte da economia mundial." Portanto, a recomendação continua a ser de cautela.

Para quem tem um perfil de investimento mais conservador, no entanto, a recomendação é continuar na poupança e nos fundos DIs. Em setembro a caderneta rendeu 0,70%, acima dos ganhos dos DIs de 0,55%. Os fundos de renda fixa tiveram valorização de apenas 0,64% porque foram influenciados pela volatilidade do mercado futuro de juros por causa da crise. Os CDBs, que tiveram 0,81% de ganho em setembro, também têm sido indicados pelos bancos para passar esse momento de turbulência.

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