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Otimismo externo contagia Bovespa, que sobe 14,6%; dólar cai 7,7%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operou em alta nesta segunda, reproduzindo o clima de recuperação dos mercados internacionais e encerrou os negócios com valorização de 14,66%, aos 40.829 pontos. O dólar fechou em forte queda nesta segunda-feira, de 7,74%, cotado a R$ 2,146.

Redação com Agência Estado |

 

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Na sexta-feira da semana passada, o Ibovespa recuou 3,97%, ficando em 35.609 pontos.

A desvalorização da moeda norte-ameircana refletiu o otimismo de Europa, Ásia e Estados Unidos, após o anúncio do plano coordenado de combate à crise definido no fim de semana por mais de uma dezena de governos europeus e das medidas do Banco Central brasileiro para injetar recursos no mercado.

"Vamos matar a saudade da Bolsa em alta", festejou um operador, após ver o Ibovespa fechar em baixa os últimos sete pregões, elevando para 28% a perda acumulada no mês de outubro.

Uma boa notícia da manhã veio do pelo BC brasileiro, que anunciou um programa de liberação integral dos recolhimentos compulsórios a partir de hoje. A medida atinge os depósitos a prazo e interfinanceiros de empresas de arrendamento mercantil (leasing) e também a exigibilidade adicional, que atualmente recai sobre os depósitos à vista e a prazo.

Segundo o BC, serão liberados até R$ 100 bilhões. Os papéis do setor bancário devem reagir favoravelmente a essa liberação de compulsórios.

Mesmo avaliando que uma alta hoje, se confirmada, repõe só parte das perdas acumuladas no ano que superam 40%, analistas avaliam que o movimento pode estar sendo exacerbado. É a outra face da volatilidade. "Seria preciso pelo menos uma semana mais calma na Bolsa, de recuperação, para dizer que o mercado está tentando retornar à normalidade", de acordo com um analista.

Mas os investidores amanheceram querendo acreditar que o plano de resgate europeu para deter a sangria dos mercados financeiros vai dar certo. Mais de uma dezena de governos da Europa devem anunciar entre hoje e quarta-feira (dia 15) a criação de fundos nacionais de recapitalização e de garantias do sistema financeiro, nos mesmos moldes do plano anunciado pelo Reino Unido há cinco dias.

A decisão foi tomada ontem em Paris, após três horas e meia de reunião entre chefes de Estado e de governo do Eurogrupo, o conjunto de países com moeda única. A ação será ao mesmo tempo nacional, já que os recursos virão do orçamento de cada país, e continental, na medida em que todos os governos obedecerão a regras unificadas para a intervenção.

A Alemanha divulgou esta manhã informações sobre seu pacote de resgate financeiro, que terá até 400 bilhões de euros em garantias bancárias e a recapitalização dos bancos será de até 80 bilhões de euros.

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