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As ações da OSX, a empresa de equipamentos para a indústria de petróleo do bilionário Eike Batista, estrearam ontem com forte queda na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Depois de ter de reduzir o preço mínimo da ação na oferta inicial, de R$ 1.

000 para R$ 800, por causa da fraca demanda, a empresa viu o papel cair 12,5% em seu primeiro dia de negociação, fechando o pregão cotado a R$ 700. Na mínima do dia, a ação da OSX chegou a ser negociada a R$ 680.

Mais cedo, após a cerimônia que marcou o início das negociações das ações da OSX, Eike Batista ressaltou o caráter desenvolvimentista de seus projetos e afirmou que o dinheiro obtido de investidores na abertura de capital de suas empresas gera empregos e contribui para o desenvolvimento do País. "Meus recursos são 100% dedicados ao Brasil, não estão em conta bancária", afirmou o empresário, apontado pela Forbes como o oitavo homem mais rico do mundo.

Eike não falou especificamente sobre a oferta da OSX, que captou menos recursos que o inicialmente previsto e precisou ser reduzida diante do fraco interesse demonstrado pelos investidores. "Como paguei uma multa muito grande da última vez, não posso falar nada", lembrou, em referência às declarações dadas por ele durante a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da OGX Petróleo, em 2008, que lhe renderam uma multa de R$ 100 mil da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A projeção inicial era que a OSX conseguisse captar até R$ 9,9 bilhões. No final, com as mudanças na oferta, a captação foi de R$ 2,8 bilhões.

Vento. Saudado como o "símbolo do novo capitalismo brasileiro" pelo presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, Eike respondeu às críticas de que as companhias controladas por ele ainda não produzem, ao afirmar que as empresas "são vento que vai se transformar em ouro".

Para o empresário, a captação de recursos de investidores em bolsa é melhor do que simplesmente tomar dívidas em bancos, e permite dividir a criação de riqueza. "Todos os projetos levam um tempo, entre três e quatro anos, mas, quando gerarem caixa, vão ajudar o Brasil, com recursos que serão aplicados de novo aqui", ressaltou Eike, que, assim como os demais executivos do Grupo EBX (holding que controla as companhias do empresário), estava vestido com a tradicional camisa jeans - marca registrada nas cerimônias de IPO das empresas do grupo - com o emblema da OSX bordado na altura do peito.

Segundo o empresário, o mercado de capitais ainda se ressente da crise financeira internacional, que aumentou os índices de desemprego nas maiores economias mundiais e, por consequência, diminuiu os recursos disponíveis dos investidores. "Mas acredito que, a partir do segundo semestre deste ano, o mercado comece a voltar, com os Estados Unidos gerando empregos e os emergentes mostrando crescimento", projetou.

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