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Os governos se mobilizam para salvar indústrias e empregos

Os governos tentam nesta quinta-feira amortecer os efeitos da crise que continua provocando demissões em setores chave como o automobilístico: a França lançou um fundo de investimento de 20 bilhões de euros; a China anunciou um plano para proteger empregos, e a Rússia prometeu evitar novos colapsos em sua economia.

AFP |

As Bolsas operavam em baixa nesta quinta-feira, em reação à série inesgotável de más notícias, que vão da maior queda das exportações japonesas em sete anos ao risco de deflação nos Estados Unidos.

A crise econômica internacional atinge em cheio a indústria automobilística.

Na França, a PSA Peugeot Citroen anunciou o corte de 3.550 empregos; no Japão, a Isuzu Motors e a Mazda Motor demitirão mais 2.700 funcionários.

Igualmente apurados estão os fabricantes americanos, depois que os congressistas republicanos se negaram a emprestar-lhes mais ajuda e pediram a eles que utilizem os 25 bilhões de dólares de um plano anterior.

Os diretores dos "três grandes fabricantes de Detroit" -General Motors, Ford e Chrysler- também suplicaram ajuda ao Congresso, advertindo que estão se encaminhando para um "colapso catastrófico".

Na Grã-Bretanha, os fabricantes e vendedores de carros pediram ao governo que ajude o setor brindando-lhe possibilidades de créditos e avais para sua sobrevivência.

A Rolls Royce, o fabricante britânico de motores de avião, anunciou que cortará 2.000 empregos em todo o mundo em 2009. O fabricante militar BAE Systems também demitirá cerca de 200 pessoas.

A farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca informou também o fechamento de três fábricas na Espanha, Bélgica e Suécia, o que deixará na rua 1.400 trabalhadores.

As perspectivas de uma longa crise arrastaram o petróleo, que caiu em Londres e Nova York abaixo dos 50 dólares, depois de ter alcançado seu recorde histórico de quase 150 dólares em meados de julho.

Os governos tentam adotar medidas capazes de amenizar os efeitos da tempestade.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou nesta quinta-feira a criação de um fundo estratégico de investimentos de 20 bilhões de euros para ajudar suas empresas em setores chave a enfrentar a crise sem cair em mãos estrangeiras.

Na China, o governo disse que a situação do emprego é crítica e anunciou um plano para proteger postos de trabalho e ajudar os desempregados, principalmente os operários que saíram do campo e têm de voltar para seus povoados por falta de trabalho nos centros urbanos.

"A situação é crítica e ainda pode ser pior com a crise", disse em entrevista à imprensa o ministro da Seguridade Social e Recursos Humanos, Yin Weimin.

A Letônia, duramente atingida pela crise, anunciou que pedirá formalmente ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e para a União Européia (UE).

Os países nórdicos anunciaram por sua vez um empréstimo conjunto de 2,5 bilhões de dólares para a Islândia, que se soma ao crédito de 2,1 bilhões de dólares aprovado nesta quarta-feira pelo FMI.

A Islândia se transformou assim no primeiro país da Europa ocidental a obter um empréstimo do FMI desde a Grã-Bretanha em 1976.

Na Rússia, o primeiro-ministro Vladimir Putin disse que o governo se empenhará ao máximo para evitar que a crise provoque um novo "colapso" financeiro em seu país como os sofridos em 1991 pela dissolução da União Soviética e em 1998 pela crise da dívida russa.

"Faremos o que puder para que os problemas dos anos anteriores, os colapsos de anos anteriores, não se repitam em nosso país", disse Putin no Congresso do partido governista Rússia Unida.

As principais Bolsas de Valores da Europa e dos Estados Unidos abriram com perdas, na esteira das asiáticas.

burs/lm

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