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Os EUA espirram, e quase todos pegam resfriado

Este foi o outono (no Hemisfério Norte) em que os pedidos pararam de chegar. Em quase toda grande economia, companhias registram uma desaceleração dos negócios, o que parece ter começado por volta da época em que o Lehman Brothers quebrou, em meados de setembro.

Agência Estado |

A crise do crédito agravou-se drasticamente, e consumidores e empresas ficaram bem mais cautelosos.

Essa realidade pode ser percebida observando-se os índices de novos pedidos registrados por fabricantes em oito países ou regiões do globo. Quase todos caíram neste outono. Nos índices, uma cifra de 50 indica que o fluxo de pedidos não está nem diminuindo nem aumentando, e a quantidade acima ou abaixo desse nível mostra a magnitude da mudança.

Nos Estados Unidos, o número caiu para 32,2 em outubro. Ele esteve abaixo de 50 por um ano, indicando uma possível recessão, mas foi só em setembro que esse mergulho começou. O nível de outubro é o mais baixo desde o início de 1980.

Naquele ano, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) e a gestão de Jimmy Carter impuseram controles de crédito na tentativa de desacelerar a inflação. Este ano, os controles de crédito foram impostos por um sistema bancário conturbado, que tem sido lento em reagir aos esforços do Fed para aliviar o crédito.

Quando a economia americana começou a se desacelerar, em 2007, falou-se muito de descolamento. Esperava-se que o resto do mundo continuaria a crescer, ainda que não tão rapidamente, durante uma recessão americana . Essa esperança agora parece ter sido falsa.

As fortes quedas em novos pedidos mostram que a crise financeira está causando um impacto por toda parte, e tudo indica que existem recessões no Japão e na maioria da Europa, incluindo a Grã-Bretanha. Persiste um otimismo nas partes em rápido crescimento da Ásia, particularmente China e Índia, de que continuarão crescendo em ritmo forte. Mas os novos pedidos na China caíram, e a taxa de crescimento na Índia está claramente se desacelerando.

Seja como for, é notável que leituras abaixo de 40 estejam sendo vistas nos índices de novos pedidos para a zona do euro, Grã-Bretanha, Austrália e Japão. As vendas no varejo caíram na maioria dessas regiões também. Para conter a queda, os bancos centrais se esforçam para cortar taxas de juros. Mas não está claro com que rapidez esse remédio pode ter efeito quando o sistema financeiro ainda está fraco e preocupado com o valor dos ativos que acumulou durante o boom do crédito que terminou no ano passado.

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