Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Oriente Médio vive fase de crescimento

Enquanto as economias dos PIGS (sigla em inglês usada para Portugal, Itália, Grécia e Espanha) afundam, do outro lado do Mediterrâneo, no Oriente Médio, região conhecida por guerras e conflitos religiosos, as perspectivas econômicas são positivas para 2010. Israel, Líbano e mesmo os territórios palestinos devem apresentar crescimento elevado neste ano e conseguem atrair investidores estrangeiros.

AE |

Enquanto as economias dos PIGS (sigla em inglês usada para Portugal, Itália, Grécia e Espanha) afundam, do outro lado do Mediterrâneo, no Oriente Médio, região conhecida por guerras e conflitos religiosos, as perspectivas econômicas são positivas para 2010. Israel, Líbano e mesmo os territórios palestinos devem apresentar crescimento elevado neste ano e conseguem atrair investidores estrangeiros. E, diferentemente dos vizinhos do golfo Pérsico, o otimismo não pode ser atribuído ao petróleo, escasso na região. Nos anos 1980, o pêndulo estava a favor do Mediterrâneo europeu. Espanhóis, italianos, gregos e portugueses passavam a integrar a União Europeia. Já as economias de árabes e israelenses do Mediterrâneo estavam em crise. O Líbano seguia estagnado em meio a uma longa guerra civil. Os palestinos não existiam como economia autônoma. E Israel tentava combater a hiperinflação. Assim como na América Latina, a crise de décadas atrás levou os países do Oriente Médio a serem mais responsáveis com as contas. Com a crise de 2008, o cenário começou a se inverter. Gregos, portugueses, espanhóis e italianos enfrentam dificuldades para pagar suas obrigações internacionais. Já Israel se transformou em um dos mais avançados centros de tecnologia do mundo, com mais ações negociadas na bolsa americana de tecnologia Nasdaq do que qualquer outro país do mundo, a não ser os Estados Unidos. Crescimento. O PIB de Israel, em 2009, cresceu 0,7%, diferentemente da maior parte das economias desenvolvidas. No último trimestre de 2009, em um claro sinal de recuperação, a economia se elevou 4,9%. O desemprego está em 7,4%, longe de ser considerado o ideal. Mas a inflação e as finanças estão sob controle há alguns anos. Para dar mais segurança aos investidores, desde 2005, o economista Stanley Fischer, ex-vice-diretor do FMI, assumiu o comando do Banco Central. A economia do Líbano, depois de ver parte de seu território arrasado em uma guerra justamente contra Israel em 2006, aos poucos retorna aos tempos de "Suíça do Oriente Médio", como era descrito até os anos 1970 por seu sólido sistema bancário. O PIB, no ano passado, registrou um crescimento de 8%. Para este ano, a Economist Intelligence Unit prevê uma alta de 6%. Segundo relatório do FMI, "devido a uma rígida supervisão das finanças, o setor financeiro doméstico do Líbano teve pouca exposição à crise internacional e continua líquido". Os bancos continuam recebendo remessas de países árabes ricos em petróleo e, acima de tudo, da rica diáspora libanesa, que inclui Carlos Slim - o homem mais rico do mundo, segundo a Forbes, que é filho de libaneses. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Leia tudo sobre: iG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG