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Órgãos econômicos apoiam carta econômica de Merkel

Berlim, 5 fev (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, obteve hoje o respaldo expresso dos principais organismos econômicos e financeiros internacionais a sua proposta para a redação de uma Carta para uma Economia Sustentável com a qual evitar no futuro uma crise global como a da atualidade.

EFE |

"Estamos satisfeitos por conseguir o apoio dos organismos", disse Merkel ao apresentar os resultados desde sua reunião com os máximos representantes da Organização Mundial do Comércio (OMC), do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial, a OCDE e a Organização Internacional de Trabalho (OIT).

A ideia, segundo Merkel, é de criar uma nova estrutura financeira baseada na cooperação entre os Governos nacionais, os citados organismos internacionais e outros grupos interessados, levando em conta os países emergentes e as nações em vias de desenvolvimento.

Trata-se, segundo ela, de criar uma grande rede de comunicação sobre uma ampla base para chegar a uma economia global forte, limpa e justa, disse a chanceler em entrevista coletiva após a reunião, na qual ressaltou que o fiador do crescimento econômico no futuro só pode ser o desenvolvimento efetivo da "economia social de mercado".

Merkel se apresentou à imprensa junto com o secretário-geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento (OCDE), Miguel Ángel Gurría; o diretor-geral da OIT, Juan Somavía; o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy; o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn; e o diretor do Banco Mundial, Robert Zoellick.

Segundo Merkel, na reunião de hoje, a segunda realizada neste nível, houve consenso em que a crise econômica atual não deve ser combatida em nenhum caso com medidas protecionistas e que devem prevalecer os princípios do livre-comércio.

Além disso, os participantes coincidiram em que a crise não deve reduzir a ajuda aos países em desenvolvimento, pois "com o tempo, não pode haver crescimento econômico sem esses países".

A reunião de hoje serviu ainda para preparar a próxima cúpula do G20 em Londres, na qual se falará sobre instrumentos para melhorar a transparência dos mercados financeiros, uma das principais reivindicações de Merkel durante a Presidência alemã do G8 em 2007.

A chanceler alemã destacou que seus convidados de hoje deveriam ir também à cúpula londrina, na qual espera que sua proposta para uma Carta da Economia Sustentável seja a base dos debates dos líderes políticos mundiais.

Em comunicado assinado pelos seis presentes à reunião realizada na Chancelaria Federal, se ressalta também que a luta global contra a mudança climática deve seguir tendo a mais alta prioridade e se insiste na importância da Cúpula Climática que será realizada no fim do ano em Copenhague.

Igualmente, eles lembram que a crise financeira e o retrocesso econômico têm consequências graves para os países do Terceiro Mundo, pelo que sublinham que a cúpula do G20 deve levar em conta as necessidades dessas nações e dos grupos sociais menos favorecidos.

Em uma breve intervenção, o chileno Juan Somavía, diretor-geral da OMT, comentou que a carta proposta por Merkel "é muito importante porque vai além da superação da crise atual", da mesma forma que "sua iniciativa para criar um conselho social" que se transforme em parte da ONU. EFE jcb/jp

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