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Órgão regulador britânico faz mea culpa sobre atuação frente à crise

Londres, 15 fev (EFE).- A Autoridade de Serviços Financeiros (FSA, em inglês), órgão regulador do mercado de capitais do Reino Unido, falhou na hora de detectar e corrigir a arriscada gestão das entidades financeiras do país nos últimos anos.

EFE |

O mea culpa foi feito por Adair Turner, o presidente da FSA, um organismo criado pelo primeiro-ministro Gordon Brown em 1997, quando era ministro da Economia no Governo de Tony Blair.

A FSA recebeu fortes críticas nas últimas semanas por não ter conseguido antecipar o desastre das principais entidades financeiras britânicas, após o Governo ter dado uma ajuda de 44 bilhões de euros às instituições.

Turner, que assumiu o cargo em setembro, deu uma entrevista à emissora "BBC" na qual afirmou que a decisão da FSA é extensiva a todos os órgãos reguladores do mundo e reconheceu que os primeiros indícios que as entidades financeiras estavam se afundando surgiram em 2004.

A decisão principal, admitiu Turner, foi esperar para observar o desenvolvimento individual de cada banco e não saber se distanciar para conseguir ver que a expansão do crédito estava alcançado níveis de "alto risco" para o conjunto do sistema econômico.

"A FSA fez um bom trabalho em muitos aspectos, mas, da mesma forma que outros órgãos reguladores, não soube focar nesses problemas mais amplos do sistema. Agora, há questões mais importantes, entre elas como o regularemos no futuro", acrescentou.

Turner lembrou que até mesmo instituições multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) "elogiaram" os elementos financeiros que são agora acusados de terem causado a crise.

"Nos últimos 10 anos, provavelmente houve muita fascinação sobre o que poderíamos definir como o capitalismo financeiro, que não permitiu ver o risco que emergia", disse. EFE fpb/db

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