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Organização Mundial do Turismo prevê queda para o setor com a crise econômica

MADRI - A Organização Mundial de Turismo (OMT) apresentou nesta terça-feira o balanço de 2008 e comemorou um aumento de 2% no setor, mas prevê que o crescimento será afetado este ano por causa da crise econômica. O turismo mundial fechou 2008 com 924 milhões de pessoas, 16 milhões a mais em relação ao exercício anterior, mas a crise já foi sentida no último semestre e tudo indica que haverá uma estagnação.

Redação com agências |

Como o complicado cenário econômico deve permanecer o mesmo ao longo de 2009, a OMT prevê estagnação durante o atual exercício e até uma ligeira queda de entre 1 e 2%. Nesta terça, o organismo apresentou em Madri o balanço de 2008 e as primeiras previsões para este ano.

Segundo a OMT, a Europa e as Américas serão as regiões mais afetadas em termos de resultados gerais, já que a maior parte das nações destes continentes já está em recessão ou às portas dela.

De fato, o Velho Continente foi a única área que sofreu estagnação em todo o conjunto de 2008, após queda de 3% no segundo semestre.

O enfraquecimento do crescimento do turismo internacional ocorre após quatro anos de resultados "sem precedentes", com um aumento médio de 7% ao ano - muito acima da tendência de 4% em longo prazo fixada pela OMT.

O crescimento de 2% em 2008 se deveu ao aumento de 5% do número de turistas registrado no primeiro semestre do ano, o que compensou o 1% da segunda metade.

As regiões com melhores resultados em 2008 foram o Oriente Médio, com um aumento de 11%, e África e as Américas, com 4%. Apesar da desaceleração geral, países como Egito e Turquia receberam mais pessoas.

No caso das Américas, o crescimento foi motivado pelas viagens aos Estados Unidos no mês de agosto e aos bons índices registrados na maioria das nações das partes Central e Sul, disse a OMT.

Segundo números do organismo, a América do Norte recebeu 98,4 milhões de turistas em 2008; o Caribe, 19,7 milhões; a América Central, 8,4 milhões; e a América do Sul, 21,1 milhões.

A OMT afirmou ainda que a Espanha pode perder a segunda posição no ranking mundial de países mais visitados para os EUA, que desbancaram desde os atentados terroristas do 11 de setembro de 2001.

Os números ainda não são definitivos: faltam dados de países como França, Itália e os próprios Estados Unidos, sendo que este último só terá seus dados divulgados em abril.

Entretanto, a organização explicou hoje que a Espanha recebeu 57,4 milhões de turistas, número 2,6% inferior em relação ao ano passado. Por outro lado, os EUA têm prevista uma evolução positiva, o que deve resultar na troca de posições.

Até agora, a Espanha foi o segundo destino mundial tanto no que diz respeito à chegada de turistas internacionais como em receitas geradas pelo setor, atrás apenas de França e Estados Unidos, respectivamente.

A crise econômica afetará principalmente a Europa e as Américas, enquanto na Ásia, Pacífico, África e Oriente Médio deverão registrar crescimento.

A desaceleração nas economias avançadas já reflete nos grandes mercados emergentes, como é o caso de Brasil, China e Índia.

O secretário-geral adjunto da OMT, Taleb Rifai, disse que é muito difícil fazer previsões sobre a evolução do turismo. "Estamos diante de uma crise muito mais grave que as anteriores pelas quais passou o setor", afirmou.

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