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Organização Mundial de Turismo pede que Governos apóiem setor em meio à crise

Pedro Alonso. Londres, 11 nov (EFE).- A Organização Mundial de Turismo (OMT) pediu hoje em Londres aos Governos que apóiem o setor na atual crise econômica, mas afirmou que a indústria turística não precisa de subsídios, pois possui capacidade de resistência.

EFE |

"Está claro que nosso setor vai sofrer", mas "não precisamos de ajuda financeira", declarou o secretário-geral da OMT, Francesco Frangialli, ao final de uma reunião ministerial desta entidade vinculada à ONU.

A cúpula da OMT aconteceu no segundo dia da prestigiosa Feira Internacional de Turismo de Londres (World Travel Market, em inglês), realizada no palácio de exposições e congressos Excel, às margens do rio Tâmisa.

Aproximadamente 80 ministros e representantes governamentais de cerca de 40 países participaram da conferência, que analisou a resposta do setor à desaceleração da economia mundial.

O barômetro da OMT, com sede em Madri, já antecipou esta segunda que a indústria turística entrou em desaceleração em 2008 e que as perspectivas de crescimento para o próximo ano são "mais modestas".

Em declarações à Agência Efe após a cúpula, Frangialli admitiu o vácuo do setor por causa da diminuição da confiança dos consumidores: "Quando alguém - disse - paga o dobro pelo custo de sua hipoteca ou teme perder seu emprego, certamente deixa de viajar".

"E isto - prosseguiu o secretário-geral - tem implicações, pois as pequenas e médias empresas necessitam ter acesso a crédito e foram as vítimas da crise de crédito em muitos países".

No entanto, o chefe da OMT afirmou que o turismo não necessita de um "pacote" financeiro de "estímulo", mas especificou que estas empresas requerem facilidades das administrações públicas para o "acesso ao crédito".

Frangialli também destacou a importância de que os Governos mantenham seus "esforços de promoção" turística, pois está convencido de que o turismo "não vai ser um acelerador da crise, mas na verdade um freio".

A este respeito, o subsecretário-geral e porta-voz da OMT, Geoffrey Lipman, disse que o turismo deve estar "entre os setores para os quais deve haver ações de apoio neste período".

"Esta é uma oportunidade para que os Governos usem o setor turístico como veículo especial para gerar empregos e receita por exportações", declarou Lipman, ao destacar que para conseguir este objetivo os países não devem "aumentar a carga fiscal do setor".

Por outro lado, o secretário-geral, cujo mandato expira no próximo ano, disse que a OMT tomou medidas para "diminuir o choque" da crise, como a criação em outubro passado do "Comitê de Reativação do Turismo".

Uma medida similar, afirmou Frangialli, foi adotada após os atentados de 11 de Setembro de 2001 contra os Estados Unidos, que tiveram um impacto muito negativo na indústria turística.

"E começamos - acrescentou o membro da OMT - trabalhos de investigação sobre quais são os subsetores afetados", para conceder a Governos e companhias "o conhecimento em tempo real da situação do mercado para tomar as melhores decisões".

Com relação ao futuro, Frangialli disse que existem dois motivos para a "esperança": os novos mercados emergentes da Ásia, como China, que "vão continuar crescendo", e o comportamento dos consumidores, que, apesar de apertarem o cinto em tempos de crise, "fazem todo o possível para manterem as férias".

A Feira Internacional de Turismo de Londres, que realiza sua 28ª edição, recebe este ano mais de 5.400 expositores de cerca de 200 países e regiões, assim como cerca de 48.000 profissionais do setor que tentarão fazer negócios e contatos até a próxima quinta. EFE pa/fal

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