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Ordem de fechar Gaza à imprensa foi direta de Olmert

Jerusalém, 20 jan (EFE).- A proibição aos jornalistas de entrar na Faixa de Gaza durante a recente ofensiva militar israelense saiu diretamente do escritório do primeiro-ministro Ehud Olmert e não do Ministério da Defesa.

EFE |

Segundo um documento divulgado hoje pelo jornal local "Ha'aretz", o Ministério da Defesa e o Exército israelense eliminaram suas objeções à entrada de jornalistas mais de uma semana antes do final da ofensiva.

Porém, a diretriz de impedir o acesso foi mantida de pé por ordem explícita do primeiro-ministro.

"O secretário do Ministério da Defesa (general-de-brigada, Eitan Dangot) nos disse que o primeiro-ministro tinha ordenado que os jornalistas estrangeiros não entrassem na Faixa", diz uma carta enviada ao escritório de Olmert pelo assessor jurídico dessa pasta Eran Yosef.

Yosef, que defende o Estado israelense em um processo da Associação de Imprensa Estrangeira (FPA) perante a Corte Suprema, pedia aos assessores do chefe do Governo que lhe confirmassem a resposta que tinha sido dada pelo secretário militar.

A resposta havia sido dada em uma nota interna. "Me disseram (no escritório do primeiro-ministro) que havia um interesse das relações públicas para não deixar entrar os jornalistas, apesar de que não havia (outras) razões de peso para essa restrição", diz o texto.

Durante toda a ofensiva, Israel declarou os arredores da Faixa "zona militar" e nenhum jornalista pôde entrar na região para cobrir a guerra.

Um recurso apresentado à Suprema Corte de Israel pela FPA foi rejeitado em 2 de janeiro. Os juízes aceitaram os argumentos do Estado e do Exército, que alegavam "motivos de segurança". EFE elb/rr

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