Os partidos de oposição anunciaram que pretendem derrubar os denominados superpoderes econômicos da presidente Cristina Kirchner, que permitem que ela determine alterações no Orçamento Nacional e negocie diretamente com empresas privatizadas. Os superpoderes, aplicados em grande escala durante a crise econômica em 2002 e renovados anualmente pelo Congresso, permitiram aos ex-presidentes Eduardo Duhalde e Néstor Kirchner evitar a fiscalização parlamentar para dispor de 46% do gasto público por ano, em média.

Acordo Ortográfico A oposição argumenta que a presidente não precisa mais desses poderes, já que a Argentina não está em situação de catástrofe econômica. As lideranças opositoras dizem que durante o governo Duhalde a própria Cristina, na época senadora, se opôs à aprovação dos poderes especiais. Os assessores da presidente alegam que o governo precisa dessas prerrogativas para poder negociar em 2009 com as empresas privatizadas, cujos contratos e tarifas estão congelados há seis anos.

Os opositores esperam contar com o respaldo de parlamentares do governista Partido Justicialista (Peronista) descontentes com os rumos da política econômica dos Kirchners.

Em julho, a oposição derrubou o "impostaço agrário" da presidente com apoio de governistas insatisfeitos. Diversos partidos já apresentaram projetos para eliminar os superpoderes. A expectativa é debater o assunto no plenário nas próximas semanas, paralelamente à discussão sobre o Orçamento do país.

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