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Os partidos de oposição deverão pedir mais explicações ao governo no Congresso sobre os novos recursos anunciados hoje para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com objetivo de estimular o crescimento econômico e diminuir as demissões. A maior preocupação é com os recursos para a Petrobras (estimados em R$ 20 bilhões).

A oposição já planejava questionar no Congresso o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a operação de compra de 49,9% das ações do Banco Votorantim pelo Banco do Brasil. A ideia agora é ampliar esse processo.

Segundo o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), a oposição deverá apresentar um pedido de convocação junto à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, para que Mantega explique a operação de compra das ações do Votorantim e para que os presidentes do BNDES, Luciano Coutinho, e da Petrobras, José Sergio Gabrielli, esclareçam esses recursos para a estatal.

"São movimentos muito importantes que estão sendo feitos por setores do governo com recursos públicos e com muito pouca transparência", disse Maia. "Pior, indicam que há uma situação muito difícil na Petrobras. É preciso que o governo esclareça qual é a situação da empresa porque quando o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) disse no fim do ano passado que a Petrobras tinha crise de caixa e foi duramente criticado pelo governo", afirmou Rodrigo Maia.

Já Mantega avaliou, em entrevista coletiva à imprensa, que os investimentos da Petrobras "são mais importantes do que os de qualquer outra empresa". Segundo ele, é importante que todo o plano estratégico de investimentos da estatal seja concretizado. Por isso, o ministro destacou a importância da medida provisória que será editada pelo governo para a liberação de R$ 100 bilhões ao BNDES. Parte desses recursos, segundo o ministro, vai financiar a Petrobras.

Ele lembrou que a estatal é a maior empresa brasileira e movimenta uma cadeia produtiva longa na economia do País. "Ela mobiliza a indústria nacional", disse. Segundo o ministro, a preocupação do Estado é garantir crédito suficiente para viabilizar os investimentos.

Mantega não desmentiu nem confirmou informação de que a Petrobras poderá receber R$ 20 bilhões do BNDES. "Não há volume definido para a Petrobras. Estamos garantindo toda a necessidade de crédito da empresa", acrescentou.