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Oposição quer adiar reforma tributária para 2009

BRASÍLIA (Reuters) - A oposição vai pedir nesta terça-feira ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para que a votação da reforma tributária fique para o próximo ano. Os líderes oposicionistas não concordam com o grande número de mudanças que o texto sofreu para ser aprovado, e consideram que o seu conteúdo ainda não foi suficientemente debatido pela sociedade e pelos próprios parlamentares.

Reuters |

"Um improviso, uma anti-reforma que vai custar muito caro ao país", disse o líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (SP), em coletiva de imprensa após reunião de líderes do DEM, PPS, PSDB e de outros deputados que participaram da elaboração da reforma.

O relator da proposta de reforma tributária, deputado Sandro Mabel (PR-GO), apresentou na última quarta-feira uma série de mudanças no texto original com sugestões dos secretários estaduais de Fazenda que vinham pressionando o adiamento das votações por temor de perda de arrecadação.

O presidente da comissão da reforma tributária, deputado Antonio Palocci (PT-SP), deseja que o texto seja votado em plenário até sexta-feira no máximo.

"O governo procederá muito mal se quiser impor uma votação de um tema como esse para o plenário", afirmou o líder do DEM, deputado ACM Neto (BA).

Outra crítica da oposição é o fato de a base governista querer a votação de uma reforma tributária em momento de crise econômica mundial.

"Todos estão ponderando que esta reforma será imprevisível", disse o líder do PSDB.

(Reportagem de Ana Paula Paiva)

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