O DEM e o PSDB estão obstruindo a sessão da Câmara para evitar a votação do projeto que cria o Fundo Soberano do Brasil. Os dois partidos condicionam as votações à retirada pelo governo do regime de urgência do projeto do fundo.

"Está descartada a votação do projeto do Fundo Soberano antes das eleições", afirmou o líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA). Ele afirmou que, se o governo retirasse a urgência, o partido votaria as quatro medidas provisórias que estão trancando a pauta.

O líder do PSDB, José Aníbal (SP), sugeriu ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que chame o ministro da Fazenda, Guido Mantega, à Casa para debater o projeto com os deputados antes da votação. Aníbal também defende a retirada do regime de urgência do projeto. "O próprio pessoal do governo não sabe o que é o Fundo Soberano", disse Aníbal. "O ministro tem de dizer de forma objetiva o que ele quer", afirmou o líder tucano.

Até os governistas estão defendendo a retirada da urgência do projeto. "Não estou satisfatoriamente orientando para votar o projeto", disse o líder do PTB, Jovair Arantes (GO), relator do projeto na Comissão do Trabalho. Ele fez um apelo para que o governo retire a urgência e o projeto voltaria para a pauta depois das eleições. O líder do PT, Maurício Rands (PE), também pediu a retirada da urgência.

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