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Oposição lusa questiona acordo entre Embraer e Governo português

Lisboa, 2 ago (EFE).- A oposição conservadora de Portugal pôs em dúvida a efetividade do acordo assinado na semana passa pelo Governo luso com a Embraer para a fabricação de aviões no Alentejo.

EFE |

Durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Lisboa, a Embraer assinou com a empresa portuguesa OGMA, da qual é acionista de referência, um acordo para construir duas unidades industriais na cidade de Évora (Portugal), com investimento inicial de 148 milhões de euros.

No entanto, o deputado do Partido Social Democrata (PSD, principal da oposição) Luís Rodrigues expressou suas dúvidas sobre a efetividade desse acordo e solicitou ao Governo uma cópia do documento em um pedido divulgado hoje pela agência estatal portuguesa.

Rodrigues alegou os atrasos sucessivos sofridos por outro projeto similar para que o grupo francês GECI invista 100 milhões de euros na produção de aeronaves Skylander, também em Évora, a partir de 2010.

O deputado também pediu informações sobre esse projeto e destacou que o plano foi anunciado em período pré-eleitoral e que não ia em frente há vários anos, fazendo o parlamentar duvidar das "intenções reais" do Governo do primeiro-ministro português, José Sócrates Carvalho Pinto de Souza, que venceu com maioria absoluta em 2005.

O projeto de Embraer, assinado em 26 de julho entre Sócrates e Lula, foi considerado pelos dois governantes uma amostra do excelente nível das relações políticas e econômicas entre seus países e a vontade que têm de estreitá-las ainda mais.

As fábricas luso-brasileiras de Évora devem gerar 500 postos de trabalho a partir de 2009 e, segundo Sócratres, representarão um marco da aeronáutica em Portugal, que graças a elas passará a fabricar peças e talvez aparelhos completos do futuro.

O comunicado da Embraer sobre o projeto, assinado durante a visita de Lula a Lisboa para participar da 7ª Cúpula da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), admitiu que seu conteúdo poderia estar sujeito à evolução da empresa e das condições do mercado.

Entretanto, o diretor-presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, afirmou aos jornalistas em Lisboa que, apesar de a atividade aeronáutica internacional estar sujeita a riscos, o acordo de sua empresa com a OGMA já é parte do plano de investimentos a longo prazo da companhia.

Em suas declarações, Rodrigues fez referências a esses possíveis riscos, considerou que não há um compromisso claro da empresa brasileira e expressou seu temor de os objetivos econômicos e industriais estarem desvirtuados por propósitos eleitoreiros. EFE ecs/wr/rr

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