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Oposição fecha hoje estradas em protesto anti-Evo

A oposição boliviana promete bloquear hoje as estradas da região do Chaco que fazem a ligação do país com a Argentina, o Paraguai e o Brasil para protestar contra um projeto de Constituição que o governo do presidente Evo Morales quer aprovar em referendo no início de 2009. Devem participar dos bloqueios grupos das províncias de Cordillera (no Departamento de Santa Cruz), Luis Calvo (em Chuquisaca) e Gran Chaco (em Tarija).

Agência Estado |

Na sexta-feira, essas três regiões haviam se declarado "em pé de guerra" contra o governo central e seu projeto de reforma constitucional.

Ontem, as tensões aumentaram porque o partido governista Movimento ao Socialismo (MAS) e dezenas de sindicatos de trabalhadores rurais e operários pediram a Evo para convocar logo a consulta popular sobre a nova Carta.

O projeto, que aumenta o controle estatal sobre a economia e amplia os direitos das populações indígenas, é uma promessa de campanha de Evo, que foi eleito em 2005. Seu texto, porém, foi aprovado em dezembro pela Assembléia Constituinte numa votação polêmica, da qual a oposição não participou. Desde então, ele vem sendo refutado principalmente pelos líderes regionais de cinco Departamentos (Estados) opositores - Santa Cruz, Tarija, Beni, Pando e Chuquisaca.

"Não vamos aceitar que nos imponham um referendo ou uma Constituição por meio de qualquer artimanha", disse ontem Roberto Gutiérrez, vice-presidente do Comitê Cívico de Santa Cruz.

Preço do gás

Com o bloqueio das estradas, as províncias de Gran Chaco, Cordillera e Luis Calvo também pretendem pressionar o governo a exigir que a Argentina e o Brasil dupliquem o preço que pagam pelo gás natural boliviano. Essas províncias concentram as maiores reservas de gás do país e reclamam que sua riqueza não tem se convertido em melhorias nas condições de vida da população local.

As três regiões também pedem que La Paz restitua os impostos sobre os hidrocarbonetos que eram repassados para os governos dos Departamentos e foram cortados em novembro. Segundo a oposição regional, os confiscos chegam a US$ 166 milhões. La Paz usou tais recursos para financiar uma pensão para idosos.

As tensões na Bolívia aumentaram depois do referendo revogatório do dia 10, no qual foram ratificados os mandato de Evo e dos principais governadores da oposição. Uma primeira tentativa de diálogo entre o presidente e os líderes opositores fracassou, e os discursos dos dois lados estão cada vez mais agressivos.

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