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Oposição decide CPI da Varig em agosto

Municiados por dados em poder da Comissão de Infra-Estrutura do Senado, os dois maiores partidos da oposição, DEM e PSDB, decidirão em agosto sobre a criação de uma CPI da Casa para investigar denúncias de que o governo teria pressionado a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para facilitar a venda da Varig ao fundo americano Matlin Patterson. O presidente da comissão, senador Marconi Perilo (PSDB-GO), informou que, este mês, as informações serão examinadas por uma equipe técnica designada pelos partidos para avaliar pontos que precisam ser esclarecidos.

Agência Estado |

A posição cautelosa, segundo o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), foi adotada em reunião dos líderes com o presidente do Democratas, deputado Rodrigo Maia (RJ), e ele próprio.

O senador previu que a organização das informações vai mostrar se há ou não base concreta para uma investigação. Segundo ele, a posição do partido, antes contrária a uma investigação parlamentar da transação, evoluiu "porque estão aparecendo dados novos que precisam ser destrinchados".

Ontem foi a vez de a comissão ouvir o depoimento do presidente da Associação dos Pilotos da Varig, comandante Élnio Borges Malheiros. Segundo ele, a venda para a VarigLog, controlada pelo fundo Matlin Patterson com três sócios brasileiros, "foi uma fraude".

O comandante afirmou que os três sócios brasileiros - Marco Antonio Audi, Luiz Gallo e Marcos Haftel - eram apenas testas-de-ferro. Ironizando, ele chamou a operação de "entrega graciosa de uma empresa brasileira a um grupo estrangeiro". Para Malheiros, até hoje "ninguém sabe quem são os autênticos donos da Varig e quem está atrás do fundo americano".

Representante da entidade denominada Trabalhadores do Grupo Varig (TGV), o comandante Malheiros chamou ainda de "calote" o não pagamento de direitos trabalhistas, como salários e indenizações, aos ex-trabalhadores da empresa. De um total de 10.500 empregados, apenas 850 deles foram aproveitados pela chamada nova Varig, controlada pela Gol.

Élnio Borges Malheiros classificou ainda de "infelizes" as intervenções do governo no processo de venda da Varig. Na sua opinião, em vez de ajudar a empresa a se recuperar, o Planalto "apenas abriu caminho para a realização de um bom negócio".

O senador José Agripino (DEM-RN) lembrou que a Varig foi vendida por US$ 24 milhões e, oito meses depois, revendida à Gol por US$ 320 milhões. Para o comandante, os dados reforçam a tese de que o plano de recuperação da Varig não passou de uma "farsa".

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