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Oposição da Polônia a corte de CO2 se torna alvo de crítica

Com a missão de encaminhar um acordo internacional pós-Kyoto, a 14ª Conferência do Clima das Nações Unidas começou ontem, em Poznan, sob o signo da contestação contra sua anfitriã. A Polônia vem sendo questionada por estar, ao lado da Itália, bloqueando o acordo ambiental negociado pelos 27 países da União Européia.

Agência Estado |

O projeto prevê a redução até 2020 de 20% das emissões de gás de efeito estufa - tendo como referência o ano de 1990.

O acordo vem sendo articulado por Bruxelas e será debatido na próxima Cúpula do Conselho Europeu, em 12 de dezembro. Nas duas últimas reuniões, em outubro e novembro, os governos da Itália e da Polônia impediram o avanço das discussões. O argumento é que, por causa da crise econômica global, metas ambiciosas de redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) podem representar custos elevados demais.

Para alcançar o corte de 20%, matrizes energéticas muito poluidoras, como a termoelétrica, precisariam ser reestruturadas ou abandonadas em favor de energias renováveis. Daí a rejeição polonesa ao projeto. As centrais a carvão do país produzem 94% da energia consumida na Polônia.

Para denunciar a contradição da anfitriã, que vem bloqueando o acordo europeu, o Greenpeace está realizado protestos em diferentes pontos do país. "É estranho que a Polônia bloqueie o acordo na Europa porque estudos indicam que em 40 anos eles poderiam deixar o carvão de lado", disse, em Poznan, um dos coordenadores do Greenpeace, Bart Von Opzeeland.

Acuadas, as principais autoridades da Polônia se esforçaram para vender a imagem de um governo empenhado em impedir o pior das mudanças climáticas. Donald Tusk, primeiro-ministro, argumentou que se encontrará no sábado, em Gdansk, com o presidente em exercício da União Européia, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, para encaminhar uma solução. "Estamos muito próximos de obter um acordo", disse.

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