As principais lideranças da oposição afirmaram ontem que, se for aprovada a reestatização das aposentadorias, o dinheiro arrecadado com as contribuições sociais provenientes do sistema privado deveria passar por um férreo controle do Parlamento. O governo da presidente Cristina Kirchner garante que o projeto de lei que enviará ao Congresso na semana que vem (para ser debatido no plenário até o fim do ano) inclui a criação de uma comissão de parlamentares para fiscalizar o uso desses fundos.

As lideranças oposicionistas desconfiam que o governo pretende utilizar os US$ 5 bilhões extras que conseguirá com a eventual reestatização (e outros US$ 30 bilhões relativos aos ativos das AFJPs, denominação dos fundos de pensões na Argentina) para custear obras públicas, projetos assistencialistas, além de fundos especiais para os governadores das falidas províncias argentinas.

Para o ouvidor-geral, Eduardo Mondino, transferir o dinheiro dos fundos de pensões para a Anses (sigla do sistema previdenciário argentino) é como "colocar uma raposa dentro de um galinheiro".

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