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Oposição argentina critica estatização da previdência privada

Buenos Aires, 24 out (EFE) - A segunda força parlamentar da Argentina anunciou hoje que votará contra o projeto do Governo argentino para repassar ao Estado os fundos de aposentadoria privada, enquanto legisladores governistas pedem mudanças à iniciativa. O setor empresarial qualificou a intenção do Executivo de anular o sistema implantado em 1994 como um golpe na propriedade privada. O projeto apresentado na última terça-feira no Parlamento começará a ser debatido na terça-feira em comissões da Câmara dos Deputados, onde o peronismo, governante, é maioria e fixou um prazo de três semanas para conseguir sua aprovação. No entanto, legisladores governistas colocaram emendas à iniciativa, principalmente pela falta de detalhes sobre o destino que será dado aos recursos que passarão das Administradoras de Fundos de Aposentadorias e Pensões (AFJP) ao Estado. O dinheiro não é nem do Governo nem das AFJP. Concordamos com a transferência dos fundos ao Estado (.

EFE |

..), mas proporemos alterações para que não possam ser utilizados para despesas correntes e pagamento de dívida pública", afirmou ao jornal "La Nación" o deputado peronista Jorge Obeid.

A Administração Nacional de Seguridade Social (Anses) esclareceu que "ninguém poderá tocar" nos recursos das dez AFJP, controladas majoritariamente por bancos e seguradoras de capitais europeus, americanos e argentinos, quando passarem a esse organismo público.

Os fundos da aposentadoria privada, cujos ativos somam US$ 30 bilhões entre bônus públicos e privados, ações e depósitos a prazo, "serão administrados somente" pela Anses, que terá autonomia econômica, "o que reivindica sempre a oposição", acrescentou.

Porém, depois de manifestar coincidências com a iniciativa do Governo, a opositora União Cívica Radical (UCR), segunda força parlamentar da Argentina, anunciou que votará contra tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado.

As principais forças políticas da Argentina coincidiram há anos na necessidade de anular a aposentadoria privada, mas a oposição assegurou que esta reforma procura financiar despesas e a dívida pública em detrimento dos interesses dos 9,5 milhões de filiados das AFJP. EFE hd/db

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