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Oposição anuncia greve contra o governo de Evo

Os líderes opositores de cinco regiões da Bolívia marcaram uma greve geral para amanhã contra o governo de Evo Morales que, por sua vez, reiterou ontem que não pretende militarizar a Bolívia nem decretar um estado de sítio no país. O presidente do Comitê Cívico de Chuquisaca, John Caba, disse ontem que sua região, mais Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando, se vêem obrigadas a adotar medidas para exigir que o Executivo restitua a porcentagem da renda do petróleo que retirou delas neste ano.

Agência Estado |

O governo fez os descontos para pagar um bônus de US$ 28 mensais às pessoas com mais de 60 anos na Bolívia. Mas, segundo os líderes regionais de oposição, a soma retida é superior à necessária para pagar o benefício.

"Não temos outro meio senão exigir esses recursos por meio da pressão", disse Caba. Ele destacou ainda que muitos projetos regionais estão sendo adiados por causa da falta dessas verbas - acusação negada pelo governo de Evo.

A disputa pela renda do petróleo - que segundo o Executivo não tem razão, pois a redução já havia sido compensada - começou em janeiro quando o pagamento do bônus aos maiores de 60 anos começou a ser feito. O protesto também incluiu greves de fome.

Na semana passada, Evo e os governadores opositores dessas regiões fracassaram na primeira reunião que tentou abrir um diálogo para analisar soluções para os conflitos do país, incluindo a distribuição da receita do petróleo.

Foi a primeira reunião depois do respaldo majoritário obtido por Evo e pelos governadores opositores no referendo revogatório de mandato, do dia 10. A tensão no país aumentou na sexta-feira quando um protesto de deficientes, que exigem um bônus anual de US$ 421, foi reprimido com violência pela polícia em Santa Cruz.

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