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Operadoras devem obter maior parte de sua receita com 3G em serviços para empresas, diz IDC

SÃO PAULO - A maior fonte de receitas em potencial para a tecnologia de telecomunicações de terceira geração (3G) são as aplicações corporativas. Logo atrás aparece o serviço de acesso de banda larga à internet. Essas são duas das fontes potenciais identificadas por um estudo da consultoria IDC sobre a tecnologia 3G no médio prazo.

Valor Online |

De acordo com o analista em telecom do IDC Alex Zago, embora hoje a principal aplicação corporativa de 3G em uso seja a troca de e-mails, com o tempo o aumento na utilização de outros recursos deverão elevar as receitas nessa área. Novas demandas como videoconferência e sistemas de colaboração devem aumentar o retorno das operadoras nessa área, diz ele.

No caso do acesso móvel de banda larga, parte de seu desenvolvimento está também atrelado às aplicações corporativas. Como a troca de e-mails não demanda uma conexão muito rápida - mas as novas aplicações precisarão disso - o potencial de expansão é grande. Isso também serve para o mercado de consumidores, afirma Zago. O potencial de geração de receita com acesso banda larga é enorme. Por enquanto, há apenas a substituição de planos de banda larga fixa para móvel, mas no futuro esse mercado deve se expandir significativamente, afirma o analista.

Segundo ele, o fornecimento de TV pelo celular também é uma fonte promissora de recursos para as operadoras, pois é um tipo de serviço sem substituto. A dificuldade, porém, será criar produtos que levem o consumidor a se interessar por pagar por um serviço que poderia ser gratuito.

O fácil acesso a produtos gratuitos também é o desafio nas medidas para gerar receita com downloads de música, diz Zago. Segundo ele, embora algumas operadoras - e mesmo fabricantes - já estejam desenvolvendo planos que atrelam um serviço de download legal de músicas por uma taxa, a possibilidade facilitada de baixar músicas piratas pelo próprio celular pode limitar o ganho com essa modalidade.

De qualquer forma, acreditamos que o celular será a ´quarta tela´, depois do cinema, da TV e do computador. Vemos grande potencial para gerar receita com serviços para ela, diz Zago. Temos a esperança que as pessoas estejam dispostas a pagar por conteúdo no celular, acrescenta.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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