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Operadoras de telecom terão de apostar em serviços de dados para manter faturamento, diz IDC

SÃO PAULO - O faturamento das operadoras de telecomunicações deverá, cada vez mais, vir de transmissão de dados - tanto em serviços móveis quanto em fixos - nos próximos três anos. Em compensação, os serviços de voz devem ficar estáveis na modalidade móvel e recuar na forma fixa, segundo dados da consultoria IDC, que avaliou esse mercado em US$ 1,3 trilhão no ano passado.

Valor Online |

Segundo a consultoria, as operadoras, especialmente nos mercados maduros, já enfrentam pressão para diversificar suas fontes de receita e, assim, enfrentar a consolidação do mercado. De acordo com dados do IDC, na Europa, por exemplo, a taxa de aumento das vendas das operadoras deve declinar de 3% no ano passado até chegar a 1,3% em 2011.

No Brasil, segundo o analista de telecom do IDC Alex Zago, a expectativa ainda é de expansão no faturamento de cerca de 6% ao ano até 2012. Ainda assim, as operadoras locais também começam a sentir a pressão para promover a diversificação de suas fontes de recursos.

De acordo com os números do IDC, o mercado brasileiro faturou US$ 57 bilhões no ano passado, uma expansão de 8,9% ante 2006. Segundo Zago, de hoje até 2012, a participação dos serviços móveis de voz devem continuar a crescer em detrimento dos serviços de telefonia fixa. No período, a expectativa é que a proporção entre telefonia móvel e fixa passe de 45% (móvel) e 39% (fixa) para 50% e 23%.

A transmissão de dados, diz o IDC, terá forte expansão no país nesse período. Já no quarto trimestre do ano passado, a banda larga móvel respondia por 8,9% dos acessos do tipo no país. Para Zago, essas projeções indicam que há a tendência de que, nos próximos anos, a receita obtida com serviços de voz fixa se transfiram para os móveis e, desses, para serviços móveis de dados.

A consultoria prevê que o cenário atual apresenta uma série de desafios para as operadoras móveis, dada a situação do mercado e as expectativas de curto prazo. Entre eles estão os custos de implantação de redes de terceira geração (3G) em áreas pouco rentáveis; uma maior competição na indústria, caso o governo regulamente as operadoras móveis de redes virtuais (MVNOs, na sigla em inglês, empresas que oferecem serviço de telefonia mas não têm rede própria); e a ameaça à expansão dos negócios representada pelos pacotes de dados ilimitados, pelas redes sem fio de dados (Wi-Fi) e de telefonia sobre IP (protocolo de internet).

(José Sergio Osse | Valor Online)

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