Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Operações financeiras superam celulose em resultado da Aracruz no 2º trimestre

SÃO PAULO - Durante o segundo trimestre deste ano, as operações no mercado financeiro renderam mais dinheiro para a Aracruz do que a sua atividade principal: produção e venda de celulose. Já escolada na incessante valorização do real sobre o dólar, que prejudica a receita com exportações, a companhia vem aperfeiçoando sua estratégia de proteção contra a variação do câmbio, mediante operações de derivativos na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Valor Online |

Dessa forma, a Aracruz encerrou o segundo trimestre com receita financeira de R$ 241,9 milhões, uma alta de 64,3% sobre o mesmo período de 2007. Ao mesmo tempo, o resultado operacional, gerado pela venda da celulose, somou R$ 163,2 milhões, com queda de 42,4% sobre o segundo trimestre do ano passado.

O crescimento da receita financeira foi puxado por operações de swap na BM & F, que renderam R$ 110,6 milhões, um crescimento de 37,4% sobre o segundo trimestre de 2007. Já o ganho com as variações monetária e cambial sobre empréstimos e financiamentos chegou a R$ 166,2 milhões, alta de 45% no mesmo intervalo de comparação.

No campo operacional, entretanto, o desempenho da Aracruz piorou. Além do efeito do câmbio nas exportações, a companhia também viu crescer o seu custo de produção, em razão de paradas para manutenção, de um problema na geração própria de energia e dos maiores custos com os produtos químicos voltados à produção da celulose. Esses problemas acabaram anulando o impacto positivo dos maiores preços da celulose no mercado internacional, que mostra demanda aquecida.

Como resultado, o custo caixa de produção da Aracruz ficou em R$ 471 por tonelada, uma alta de 10,3% sobre um ano antes. A companhia, entretanto, salienta que esse indicador mostrará queda já no próximo trimestre, visto que os problemas operacionais já foram sanados.

A Aracruz encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 262,12 milhões, uma queda de 17,7% sobre o mesmo período de 2007, quando somou R$ 318,48 milhões. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) recuou 28,13%, para R$ 309,35 milhões.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG