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Operação entre BB e Votorantim não tem a ver com crise, diz Moraes Neto

O presidente do Banco Votorantim, José Ermírio de Moraes Neto, negou que a operação que culminou na compra de 49% de suas ações pelo Banco do Brasil seja uma operação de salvamento. Segundo ele, a decisão ter sido tomada em meio a medidas de combate aos efeitos da crise financeira mundial foi ¿pura coincidência¿. ¿Em setembro, houve uma contenção de crédito em todo mundo e é natural que tenha havido também no Votorantim, mas isso não afetou a liquidez do banco¿, destacou nesta sexta-feira.

Sarah Barros, Último Segundo/Santafé Idéias |

 

Moraes Neto garantiu que os R$ 4,2 bilhões pagos pelo Banco do Brasil por 49% das ações do banco privado serão reaplicados no negócio e não na área industrial e financeira do banco. Elas não precisam destes recursos, destacou ao reforçar que as contas do banco estão equilibradas.

O presidente do Banco do Brasil, Lima Neto, também afirmou que a operação visa o crescimento da participação do banco público no setor de financiamento de veículos e que não caracteriza perda de foco do BB. Os bancos que adquirimos se encaixam nos negócios que realizamos. Não são frentes novas de atuação, destacou.

Lima Neto também ressaltou que o Banco do Brasil não irá buscar desenfreadamente a retomada do primeiro lugar no mercado financeiro brasileiro, perdido após a fusão Itaú/Unibanco. Só entraremos em negócios que façam sentido economicamente, como esse [com Votorantim], alegou. Ele assinalou também que a compra do banco paulista Nossa Caixa segue a mesma lógica, embora tenha tido um modelo de negociação diferenciada.

O Banco do Brasil ainda estuda a possibilidade de aquisição do Banco Regional de Brasília (BRB). De acordo com Lima Neto, o grupo de trabalho continua atuando e espera posicionamento do sócio majoritário do banco para dar prosseguimento às conversações.

Solidez do mercado

Em coletiva nesta sexta-feira, o ministro da Fazenda Guido Mantega comentou sobre as razões para a parceria com o Banco Votorantim em meio à crise econômica mundial. Questionado se a compra seria uma operação de salvamento, o ministro reforçou a solidez da entidade e o fato de a carteira de clientes ter sido exaustivamente examinada antes do fechamento do negócio. A taxa de 3% de inadimplência no financiamento de veículos mostra que é um banco saudável, destacou o ministro.

Quanto à contradição entre a maior concentração do mercado e a promessa de benefícios com o aumento da concorrência, Mantega ponderou que a parceria poderá reduzir os juros do mercado. A concorrência também depende dos consumidores em se informarem sobre as tarifas cobradas, ressaltou.

Embora o motivação para o negócio não tenha sido dificuldades do Votorantim diante da crise, o governo espera que a operação possibilite a recuperação do consumo com a oferta de linhas de financiamento de bens duráveis como carros e materiais de construção.

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