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Operação com derivativos foi só hedge, diz empresa

Nas últimas semanas, o mercado vinha se perguntando se a Vale, a segunda maior exportadora brasileira, não seria mais uma vítima dos derivativos tóxicos, operação de alto risco de perdas que fez no País vítimas como a Aracruz, a Votorantim e a Sadia. Mas, em seu relatório trimestral, a empresa fez questão de reservar um espaço generoso - três páginas, de um total de 26 -, para tentar desfazer qualquer dúvida em relação a isso.

Agência Estado |

"Nossa política de gestão de riscos proíbe explicitamente a realização de apostas direcionais e transações especulativas com derivativos", disse a companhia.

Segundo a Vale, em 30 de setembro, a soma de todas as operações com derivativos apresentava um saldo positivo (credor) de R$ 62,3 milhões. "A variação da marcação a mercado das operações com derivativos foi negativa, gerando impacto contábil não caixa de R$ 1,177 bilhão no 3º trimestre. Entretanto, como nossas operações com derivativos protegem a estabilidade do fluxo de caixa em dólares americanos e não possuem caráter especulativo, seus resultados positivos ou negativos são compensados por variações de receitas, custos e dívida em dólares americanos na direção oposta."

Na prática, segundo a Vale, isso significa que, se houver um resultado negativo (ou positivo) em transações com derivativos, a empresa terá resultados positivos (ou negativos) "advindos de nossas receitas, custos, investimentos e dívida". "Dessa forma, tais efeitos neutralizarão eventuais impactos sobre nosso fluxo de caixa", informa.

De acordo com um analista, que não quis se identificar, a prova de que a mineradora não fez operações especulativas com derivativos, mas sim uma operação de hedge (proteção) normal, é o próprio resultado financeiro positivo no balanço divulgado ontem. O resultado financeiro líquido da companhia no trimestre encerrado em setembro foi positivo em R$ 1,313 bilhão.

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