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Operação brasileira da MSC quer se tornar referência de virtualização

SANTOS - Em março de 2007 a operação brasileira da empresa de logística européia MSC decidiu investir mais pesado em virtualização e, 18 meses depois, hoje pode se tornar um caso de referência em toda a organização. Com a adoção de um sistema que concentra as operações eletrônicas de aplicativos no data center da companhia, ela ao mesmo tempo reduziu o tempo de resposta entre os funcionários de campo e o escritório central, aumentou a segurança das operações e ainda levou as economias indiretas com equipamentos.

Valor Online |

Hoje enviamos informações atualizadas de entradas e saídas de contêineres para o escritório central em Santos a cada dez minutos. Antes, a atualização era feita apenas uma vez por dia, no fechamento da operação, afirma o coordenador de manutenção e reparo de contêineres da MSC no Brasil, André Florippi.

Essa velocidade na troca de informações se mostrou fundamental para acelerar as operações da companhia que, no Brasil, tem cerca de 10 mil contêineres. Apenas em Santos, a empresa movimenta, entre entrada e saída, cerca de 400 contêineres.

Até mesmo o tempo necessário para abertura de novas bases foi reduzido com a implementação do sistema virtualizado, explica o gerente de Tecnologia da MSC Brasil, André Alcântara.

Em todo o ano de 2005, abrimos apenas uma agência no país. Hoje, em tempo igual, consigo implantar até três agências, afirma ele, explicando que isso é possível por não ser mais necessário configurar toda uma estrutura de tecnologia nas novas bases, apenas ligar máquinas a uma conexão de internet.

Hoje estamos despreocupados em relação à tecnologia para conduzir o plano de expansão que temos no Brasil. Isso deixou de ser uma dificuldade para tomarmos a decisão de implantar novas bases, afirma o gerente de Marketing da MSC Brasil, Thiago Lopes.

Essa facilidade na implantação do sistema também permitiu reduzir o tipo de infraestrutura necessária nos pátios de movimentação de contêineres. Hoje todos os processos podem ser realizados via tecnologia sem fio, através de notebooks conectados a redes Edge ou de terceira geração (3G). A partir desses equipamentos, saem os relatórios de movimentação dos contêineres, a programação de uso e manutenção, assim como os status alfandegários e as informações fiscais e aduaneiras necessárias para sua liberação.

Mesmo operando com equipamentos vulneráveis como notebooks, muito fáceis de serem perdidos ou roubados, a preocupação da MSC com segurança de informação é nula.

Não fica nada no computador. Tudo é feito dentro dos servidores em nossa sede, lá ficam todos os documentos, afirma Alcântara. Segundo ele, o notebook serve apenas como um terminal remoto de consulta e operação, sem armazenar nenhum dado. Caso seja perdido ou roubado, sem uma senha de usuário, não há como acessar a rede da MSC e, assim, dados protegidos.

Como o aplicativo é rodado no data center, e não no PC ou notebook, o tráfego de dados além de não ser muito grande, pois está todo no mesmo lugar, não é necessário uma segurança tão grande na ponta do usuário, afirma Erika Ferrara, diretora de vendas e canais da Citrix, que fornece o sistema de virtualização para a MSC.

Embora a intenção da empresa européia ao adotar o sistema tenha sido ganhar agilidade em seus processos, ela obteve também um benefício paralelo muito relevante. Com o sistema virtualizado e se utilizando de um mecanismo de compactação de dados mais avançado, foi possível reduzir o tamanho do parque de servidores instalado no país.

Antes tínhamos 25 servidores, todos mal utilizados. Quando adotamos o atual sistema, reduzimos esse número para 12 máquinas - embora hoje tenhamos 15 para suportar o crescimento natural da operação, explica Alcântara. Além disso, com 25 servidores, tínhamos 200 usuários, hoje com 15, servimos mais de 400 usuários de PCs e outros 150 notebooks, e ainda com uma folga de capacidade de cerca de 20%, acrescenta.

Segundo o diretor, ainda não é possível estimar qual a economia com equipamentos obtida com a implantação do novo sistema da Citrix. Ele acredita que realmente houve uma redução nos gastos, já que os PCs agora necessários para a operação são do tipo thin client, que não têm recursos embarcados, apenas capacidade para acessar as informações do data center. Apenas daqui uns dois ou três anos é que vamos poder avaliar o nível de economia em compras de equipamentos, quando chegar o momento que seria o novo ciclo de troca e não tivermos que substituir máquinas - já que os servidores têm vida útil mais longa que computadores, afirma Alcântara.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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