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Opep vai estudar corte de produção mas deve esperar dezembro

A Opep vai estudar uma redução de sua produção neste sábado durante sua reunião extraordinária no Cairo mas deve, como deram a entender os ministros que chegaram nesta sexta-feira à capital egípcia, esperar a reunião de dezembro para agir, apesar da queda espetacular dos preços do petróleo.

AFP |

"A reunião deve ser uma simples formalidade, não acho que teremos uma decisão contundente", declarou nesta sexta-feira o ministro nigeriano do Petróleo, Odein Ajumogobia, ao desembarcar no Cairo.

"Aqui no Cairo, vamos simplesmente preparar dados. Talvez haja uma decisão final na reunião de dezembro na Argélia", destacara pouco antes Golam Hossein Nozari, ministro iraniano do Petróleo.

Estas declarações dão a entender que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não tomará nenhuma decisão antes a da reunião de 17 de dezembro em Oran.

O ministro da Energia do Qatar, Abdallah Ben Hamad al-Attiyah, e seu colega do Kuwait também emitiram opiniões neste sentido.

O presidente da Opep, o argelino Chakib Khelil, afirmou, por sua vez, que a reunião do Cairo será informal e que a Opep somente poderá avaliar o impacto da queda de produção de outubro no momento da reunião de Oran.

Neste sábado, a Opep deve se limitar a garantir que o corte de produção de 1,5 milhão de barris decidido no fim de outubro e em vigor desde o dia 1 de novembro, foi aplicado pelos países membros.

"O respeito das cotas de produção é o principal problema", considerou o analista Bill Farren-Price, do escritório Medley Global Advisers, destacando que não adianta a Opep anunciar outros cortes de produção enquanto seus 13 membros não respeitarem as decisões anteriores.

Trata-se, segundo ele, de uma questão de credibilidade, já que os membros da Opep já tiveram problemas semelhantes no passado.

O poderoso ministro saudita do Petróleo, Ali al-Nuaimi, líder do cartel, não revelou suas intenções para a reunião deste sábado.

A Arábia Saudita, maior produto mundial, e os países do Golfo costumam ostentar posições moderadas dentro da Opep. Riad pode querer dar uma ajuda de seu aliado americano, abalado pela pior crise financeira desde 1929.

Entretanto, para alguns analistas, a reunião deste sábado pode reservar surpresas.

Na opinião de Olivier Jakob, analista da Petromatrix, a Opep minimizou deliberadamente a importância desta reunião para não afetar as Bolsas mundiais. "Desta vez a Opep fez um bom trabalho, ao não deixar que uma de suas reuniões influencie os mercados", considerou Jakob nesta sexta-feira.

"Eles trataram de empurrar todas as expectativas sobre um corte da produção para a reunião de dezembro, mas a amplitude do último aumento dos estoques americanos pode ser uma surpresa", analisou.

"Se a Opep não anunciar um corte agora, ela pode ter que enfrentar uma nova queda dos preços na próxima semana", num momento em que os preços do petróleo foram divididos por três desde o recorde de meados de julho (147,50 dólares o barril), declarou, por sua vez, Simon Wardell, do escritório Global Insight.

ded/yw/sd

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