Argel, 20 out (EFE).- O ministro da Energia argelino e presidente em exercício da Opep, Chakib Khelil, afirmou hoje que há um consenso entre os países-membros para reduzir a produção e aumentar o preço do petróleo, em detalhes a se acertar na reunião extraordinária da organização, marcada para sexta-feira, na capital austríaca Viena.

Em uma entrevista à rádio pública argelina, Khelil ressaltou que a situação do mercado petrolífero é "suficientemente urgente" para justificar a reunião da sexta-feira e constatou que existe um excedente de petróleo no mercado que provoca a queda dos preços.

"Há um estoque de petróleo muito elevado nos Estados Unidos e um excesso no mercado em relação à demanda. Este excedente, se mantido, engendrará uma situação insustentável para os países produtores", asseverou.

Khelil ressaltou que os preços devem se ajustar e que existe um consenso entre os membros da Opep para reduzir a produção, a um nível que será determinado na reunião de Viena.

O ministro pediu aos países produtores que não são membros da Opep que os apoiem no corte da produção e citou como exemplo Rússia e Noruega.

"Estes países não estão obrigados a fazê-lo, mas se decidirem reduzir sua produção ao mesmo tempo em que os membros da Opep, o mercado se estabilizará em níveis aceitáveis", disse.

Neste sentido, explicou que manteve contatos e discussões regulares com os países do cartel e com os que não integram a organização, e que estes últimos "conhecem perfeitamente" a pretensão dos primeiros.

"Se a Rússia, por exemplo, contribui com a redução, esta será menos custosa para os países-membros e, de todas as maneiras, todos os produtores se beneficiarão da medida", precisou.

Neste contexto, lembrou que após os atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington, os países não-membros da Opep decidiram seguir a direção da organização aumentando sua produção para atender ao aumento da demanda. EFE sk-jg/jp

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.