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Opep representará 52% da produção mundial de petróleo em 2010

Madri, 1 jul (EFE).- O presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e ministro da Energia da Argélia, Chakib Khelil, disse hoje que a produção dos países que fazem parte desta organização representará 52% da demanda de petróleo mundial em 2010, frente aos atuais 40%.

EFE |

Khelil fez esta afirmação durante seu discurso no 19º Congresso Mundial do Petróleo, realizado em Madri.

O presidente da Opep ressaltou que a organização está fazendo "muitos" esforços para elevar sua capacidade de produção de petróleo, e disse que, nos últimos sete anos, "na realidade", ofereceu 57% da oferta.

Para elevar os números de produção e conseguir seu objetivo de extrair 4 milhões de barris a mais por dia em 2012, os membros da Opep investirão US$ 150 bilhões.

Khelil disse que, atualmente, o preço do petróleo está muito volátil devido às dúvidas sobre a evolução do mercado e a demanda, elementos que introduzem "enormes" incertezas no investimento, diante do risco de alcançar tanto um excesso quanto uma insuficiente capacidade de produção.

O ministro argelino negou que a Opep fixe os preços do mercado e afirmou que nem os países produtores nem os consumidores têm interesse em que o preço do petróleo esteja elevado, já que "pode destruir a demanda".

No mesmo ato, o presidente da empresa estatal chinesa CNOOC, Fu Chengyu, estimou que a China e a Índia precisarão de 20 milhões de barris de petróleo anuais nos próximos cinco anos, o que representa quase 25% da produção mundial atual (86 milhões de barris ao dia).

Segundo suas estimativas, a demanda de petróleo passará dos 2,1 barris per capita que a China precisava em 2006 para 5 barris, um nível ainda muito inferior aos 17 barris por pessoa consumido pelos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), destacou Chengyu.

Na opinião dele, a especulação nos mercados do petróleo se apóia nestas boas expectativas de demanda dos países emergentes.

O executivo-chefe da francesa Total, Christophe de Margerie, destacou as dificuldades das grandes companhias petrolíferas para chegar às zonas de reservas.

Acrescentou que os novos investimentos off-shore e em outras regiões complexas podem requerer um patamar de preços, para serem rentáveis, de até US$ 80 por barril. EFE nca/an

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