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Opep reduz sua produção de petróleo em 5%

Wanda Rudich. Viena, 24 out (EFE).- A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reagiu hoje à queda do preço do petróleo causada pela crise financeira e reduziu em mais de 5% sua parcela de produção de petróleo, além de pedir a seus principais concorrentes para que apóiem esta medida com limitações próprias de sua oferta.

EFE |

A decisão foi adotada na 150ª conferência ministerial extraordinária da organização, prevista inicialmente para 18 de novembro, mas antecipada de forma urgente depois que o preço do barril de petróleo despencou para menos de US$ 70.

"A conferência decidiu reduzir sua parcela atual de produção da Opep-11 (todos os países-membros, menos Iraque e Indonésia) de 28,808 milhões de barris diários (mbd) para 1,5 mbd a partir de 1º de novembro", disseram os ministros da organização na declaração final.

A medida foi justificada pelo risco de que o "colapso dramático, sem precedentes em velocidade e magnitude" dos preços do petróleo nos últimos três meses, ameace os projetos em andamento no setor e provoque "uma escassez de fornecimento em médio prazo".

Além disso, advertiram que a Opep, responsável por cerca de 40% da produção mundial de petróleo, não está disposta a "carregar sozinha" a tarefa de segurar os preços, e pediram aos principais concorrentes do grupo que reduzam suas ofertas.

Em entrevista coletiva, o presidente rotativo da organização e ministro de Energia argelino, Chakib Khelil, destacou que a redução estipulada hoje "é maior, de 1,8 mbd", já que o grupo está atualmente bombeando aproximadamente 300 mil barris diários a mais que a parcela fixada.

Lembrou que a crise financeira começou a afetar negativamente a economia real e a frear o consumo energético. A Opep calcula que o crescimento anual da demanda mundial de petróleo será este ano de apenas 400 mil barris diários e correrá exclusivamente a cargo das economias emergentes.

Em todo o ano de 2009, o aumento também seria limitado - de 700 mil barris diários - e seria superado pelo aumento da oferta em cerca de um milhão de barris diários que a Opep espera dos exportadores alheios à organização.

O presidente da Opep insistiu em que esses países deverão também reduzir suas exportações de petróleo nos próximos meses, não só devido "à falta de demanda, mas também pela conseqüência da situação financeira", que congelou muitos créditos necessários para o comércio internacional petroleiro.

Os principais produtores fora da Opep, como Rússia, Noruega e México, entre outros, estão convidados para participar da próxima reunião da organização, em 17 de dezembro, em Oran (Argélia), onde os ministros voltarão a avaliar a situação.

O acordo de hoje foi pactuado entre os defensores de um corte drástico da oferta, como Irã e Líbia, que ontem pediram redução de 2 mbd, e os mais moderados, que não desejavam um corte superior a um milhão de barris diários por temor de que o preço dispare e piore ainda mais a conjuntura mundial.

No entanto, apesar de a Arábia Saudita - maior exportador mundial de petróleo e aliado do Ocidente na Opep - ser o membro que mais se opõe à redução da produção, o país decidiu desta vez retirar do mercado 466 mil barris diários, mais que o dobro do que o Irã, segundo maior produtor, reduzirá.

A Venezuela se comprometeu a reduzir seu bombeamento em 129 mil barris diários, e o Equador, em 27 mil barris diários.

O ministro do Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez, que ontem defendeu em Viena um corte imediato de pelo menos um mbd e outro em dezembro, se mostrou hoje satisfeito e considerou que a medida "é suficiente para parar os preços".

"É uma decisão correta e que marca o início de uma política da Opep de tirar do mercado os volumes em excesso", disse Ramírez à Agência Efe em Viena, após o final da reunião de hoje. EFE wr/fh/jp

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