Viena, 16 mar (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o líbio Abdalla el-Badri, disse hoje, em Viena, que a organização fez sua parte para aliviar a crise econômica e que espera medidas mais eficazes dos países mais ricos.

Em declarações a jornalistas na sede da Opep, Badri se referiu ao acordo aprovado na conferência ministerial deste domingo, o qual mantém até maio a atual cota de produção, de 24,84 milhões de barris ao dia (mbd, sem o Iraque).

Segundo o secretário-geral, o que pesou na decisão não foi uma preocupação com a imagem da Opep - a organização costuma ser acusada de ser um cartel que defende o petróleo caro -, mas a "preocupação com os fatos".

Com o acordo, a Opep assume o compromisso de retirar do mercado cerca de 800 mil barris diários.

Badri também garantiu que a decisão tomada pelos ministros de Energia ou Petróleo dos 12 países-membros da Opep não sofreu influência de "nenhum telefonema", em alusão à conversa telefônica entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o rei saudita Abdullah, mantida antes da conferência do cartel.

O secretário-geral lembrou que "não é a primeira vez que um presidente ou um secretário dos Estados Unidos liga para ministros ou para alguns dos chefes de Estado" da organização. EFE wr/bba/sc

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