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Opep prevê que crescimento da demanda de petróleo arrefecerá em 2009

Viena, 15 jul (EFE).- A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) previu hoje um arrefecimento do crescimento da demanda mundial de petróleo, com um aumento de 1,20% este ano e de 1,03% em 2009.

EFE |

No Relatório Mensal sobre o Mercado do Petróleo divulgado hoje, a Opep publicou pela primeira vez um cálculo sobre a evolução da demanda no próximo ano e destacou que seu crescimento será menor que a média dos últimos 20 anos.

"A demanda mundial de petróleo registrou um forte crescimento nos últimos 20 anos, com uma média de 1,2 milhão de barris diários (mbd)", afimam os analistas do cartel.

"No entanto, a nova estrutura do preço e o enfraquecimento da economia mundial contribuíram para frear o crescimento da demanda de petróleo em muitas regiões", acrescenta o documento.

Assim, os analistas da Opep corrigiram em queda sua previsão sobre a demanda em 2008, ao avaliá-la em 86,81 mbd, o que representa um aumento de 1,03 mbd (1,20%) frente a 2007.

Para 2009, vêem um aumento da demanda mais moderado, de 0,9 mbd, com um consumo de 87,71 mbd em média, número que coincide com o previsto pela Agência Internacional da Energia (AIE), no último dia 10.

Assim como a AIE, a Opep destaca que o aumento do consumo ficará a cargo das economias emergentes, já que, nas nações industrializadas, está prevista uma retração da demanda por petróleo.

Pelo lado do fornecimento, a organização petrolífera espera que a oferta de seus concorrentes suba em 0,9 mbd no próximo ano, ou seja, que será suficiente para cobrir o aumento da demanda, principalmente graças à maior extração de petróleo do Brasil, Estados Unidos, Rússia, Cazaquistão e Azerbaijão.

Essa extração compensará amplamente o declive na produção do Mar do Norte e do México, segundo os analistas do cartel.

Ao mesmo tempo, o relatório prevê um aumento do fornecimento de biocombustíveis em nível mundial, assim como do abastecimento de gás natural liquidificado (GNL) e de petróleos não convencionais.

Com este panorama, a Opep prevê que cairá em mais de 700.000 bareis diários o volume de petróleo que o mundo requereria dos países-membros do cartel em 2009, que passaria de 32 mbd em 2008 para 31,2 mbd em 2009.

Este é o primeiro retrocesso significativo da demanda desde 2002, ressalta o relatório.

Este menor consumo do petróleo da organização, junto com o previsível aumento de sua capacidade excedente de extração até 15% no final do próximo ano, "deveria aliviar as condições do mercado e ajudar a moderar os preços", acrescenta o relatório.

Mas, "se o mercado poderá se beneficiar plenamente desses fundamentos mais benévolos, isso dependerá de outros fatores, como as tensões geopolíticas, os movimentos nos mercados financeiros e as restrições no setor do refino, que foram os principais fatores determinantes dos níveis atuais dos preços", adverte.

A Opep lembra que o preço do barril de seu petróleo referencial foi vendido em junho a uma média de US$ 128,34, valor mensal recorde que superou em 7,5% o do mês anterior, e a tendência de alta continuou em julho, acrescentando mais de US$ 10, até chegar nesta segunda-feira a US$ 139,81. EFE wr/an

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