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Opep pede reciprocidade para operar em países consumidores

Madri, 2 jul (EFE).- O secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Abdalla Salem el-Badri, pediu hoje reciprocidade para poder operar em países consumidores, e deu como exemplo que as companhias nacionais dos membros da organização ficaram de fora das explorações off-shore dos Estados Unidos.

EFE |

Durante seu discurso no Congresso Mundial do Petróleo realizado em Madri, Badri reivindicou também mais regulação para moderar a atual situação do mercado do petróleo e cifrou em 75% o peso que, de acordo com a organização, a especulação tem na alta do petróleo.

O presidente da Opep, Chakib Khelil, tinha atribuído à especulação cerca de 60% do aumento do preço do petróleo, em grande medida devido à fragilidade do dólar por causa da crise das hipotecas subprime.

Badri antecipou que a organização se reunirá com a Agência Internacional da Energia (AIE) nos próximos meses para elaborar um estudo sobre a situação financeira do petróleo.

O secretário-geral da Opep reiterou que a causa dos altos preços não está no volume de produção, mas na especulação, originada pela fraqueza da economia nos Estados Unidos.

Segundo Badri, sua capacidade de produção está acima das previsões da AIE.

No mesmo ato, o diretor da AIE, Nobuo Tanaka, destacou a necessidade de aumentar a eficiência energética diante do aumento da demanda e dos atuais preços.

Tanaka ressaltou que há "consenso" entre todos os países de que o preço está muito alto e que o barril de petróleo a US$ 140 pode prejudicar o crescimento econômico.

Os altos preços do barril incentivarão investimentos no futuro na busca de jazidas com custos de extração mais altos, como as explorações off-shore, acrescentou Badri. EFE nca/an

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